Primeiro foi bailarina. Depois, o síndrome Izmailov apoderou-se dela e dedicou-se ao cinema. Actriz de pé descalço em Pizu Palú, glorificando sempre os feitos alemães nas explorações tibetanas. Depois ainda, apaixonou-se pela oratória de Adolf Hitler (ou não; segundo algumas fontes foi ele que se apaixonou por aquele olho, o direito) e realizou o documentário O Triunfo da Vontade, sobre a Wehrmarcht, reconhecida obra-prima da recém-nascida cineasta. Em 1936 qualificou-se para os Jogos Olímpicos de Berlim numa modalidade de ski, mas preferiu documentar o evento e dar à luz o filme Olympia, que definiu os cânones da técnica e estética da televisão desportiva que temos hoje em dia, com excepção da Benfica TV, obviamente. Após a queda de Berlim, lá conseguiu convencer os vencedores da escaramuça de que fora uma inocente nazi, que não fazia ideia das atrocidades que o seu querido Adolfo cometera, e que só gostava era dos uniformes cinzentos e daquela cruzinha que parecia rodopiar. Dedicou-se então a fotografar pretinhos e peixinhos o resto da sua vida até morrer na sua cama no dia 8 de Setembro de 2003. Fosse bailarina, actriz, realizadora ou fotógrafa, nazi, budista ou jeová, tudo em Leni Riefenstahl era sobre estética. E no fim é isso que interessa.
Série Arabesco
Olympia
Die Nuba
Unterwasser – Haarstern
Para mais informações e um vislumbre mais alargado da obra e livre de alarvidade, é visitar os site da artista ou a Wikipedia do costume.






