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The name is John, John Constantine, muddafucker!

Só para avisar que saquei alarvemente duzentos e tal números da Hellblazer e tou todo molhadinho. Mas não de medo, é excitação mesmo. A DC Comics, ou Vertigo, ou lá o que é, que não se preocupe porque assim que as minhas posses em numerário transacionável o permitirem faço questão de comprar esta merda toda em papel. Que se fodam as árvores e o caralho do aquecimento global, eu quero o Constantino, Guardador de Demónios e Pesadelos na minha prateleira.

O filme chamou-me a atenção e a aparição do animal na série Sandman também. Agora descubro que o gajo anda aí desde 1988, quando alguns de nós ainda tinham os cabelos todos na cabeça, e pasmo-me! Então eu não sabia disto? Em 88 já andava a ler as minhas primeiras Turma da Mônica porra, podia muito bem andar a devorar Hellblazers em vez daquilo! Hoje seria um gajo muito mais traumatizado, com certeza, mas escusava de andar agora a desbastar aquela porcaria como se não houvesse amanhã. Mas também, quem sabe se haverá? Mwahaha!

O que se passa na mesa de cabeceira

O deus dos sonhos foi aprisionado durante 60 anos numa redoma de vidro trancada por um selo arcano. Roubaram-lhe os seus preciosos artefactos e o mundo, sem perceber, caiu numa noite sem sonhos.  Mas ele é um dos Perpétuos. Ele pôde esperar. Agora, uma distracção dos comuns mortais quebrou o selo que o prendia. “Mister Sandman, give me a dream...” Ao mesmo tempo, o Comediante, um dos heróis que defendiam a Humanidade dela própria, foi misteriosamente atirado do sétimo andar do seu prédio. Não seria fácil atirar um homem tão corpulento pela janela. Não seria fácil sequer, para qualquer sacana de rua, entrar-lhe em casa sem ficar gravemente estropiado. Não muito longe dali, em Basin City, Marv acordou com o recentemente conhecido amor da sua vida assassinado ao seu lado. Decerto a vingança será sangrenta quando alguém ousa pisar o calo de Marv “The Beast”.

Eu também vi os filmes das duas últimas histórias, mas os quadradinhos são mágicos. Desde o tempo da Turma da Mónica e do Chico Bento que o são. Recomecei pela história de Morfeu, o Fazedor de Sonhos, e vou saltando pelos outros. Na calha está o John Constantine na sua Hellblazer. Tudo graças, não a uma pipa de massa que me caiu do céu, mas ao Comix, uma coisinha que torna a leitura de e-comics em algo suportável. Ah, e graças aos torrents, claro.

No meio disto o Lobito das Estepes está meio esquecido mas muito perto do fim. Sei que lá dentro estão as sementes de renascimento pessoal, e também as suas némesis, as sementes de destruição pessoal. Sei que aquilo toca almas de alguma forma. Estranhamente, passei pelo sofrimento do Lobo das Estepes quase sem pestanejar. Depois surgiu a alegria, com a morte do Lobo e o ressurgimento do Homem Harry Haller, e fiquei praticamente na mesma. Com certeza que há alturas ideais para se lerem certas coisas. Parece-me que o Lobo das Estepes falhou no timing, contra tudo o que seria de esperar. Infelizmente. É, no entanto, algo que merece a pena ser lido e relido, sem dúvida. Acho até que vou sentir-lhe a falta quando sair da mesa de cabeceira a caminho da prateleira da biblioteca municipal. Gosto de o ter ali. Gosto da ideia de ter aquela obra por perto.

Afinal… afinal, parece que me tocou de alguma forma.

O meu novo (Super) Herói preferido:

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Walter Kovacs AKA Rorshach.

Não há nada que este tipo faça que seja descabido ou suave. É a intransigência em pessoa e a brutalidade em 1.60 metros de altura. “Nunca transigir. Mesmo em frente ao Armagedão, nunca transigir”. Isto valeu-lhe uma desatomização corporal com a cortesia do Dr. Manhattan, mas tudo por um bem maior. Não há superpoderes, não há um esqueleto de adamantium, não há qualquer poder psíquico; aliás, a imagem em cima não mostra sequer um sofisticado aparelho lança-chamas escondido numa luva, muito pelo contrário: é somente um fósforo aceso à frente de um spray ambientador, ou algo do género. Kovacs é apenas um ser humano perfeitamente normal – exceptuando obviamente o distúrbio de personalidade – que decidiu, em alguma parte da sua negra vida, nunca ceder ao mundo real um único palmo de terreno das suas convicções. Um rijo, portanto.

Já agora, o Filme

O filme, Watchmen, então está uma delícia. A banda sonora da época, o background do grupo de justiceiros, a fotografia, os diálogos, tudo num nível muito acima do que os típicos filmes de super-heróis nos habituaram. Estes heróis são pessoas – tirando o Dr. Manhattan que foi promovido a entidade incorpórea – com problemas de pessoas e idiossincrasias de pessoas – mesmo o espectral Manhattan tem problemas com a mulher. Se não viram, vejam.

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