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A Football Fable

Fernando Torres was an absolute phenomenon. Fast, strong, good in the air, gifted with an expert technique, cool as fuck in front of goal. He was a legend in the making. The first Liverpool player since Robbie Fowler to score more than twenty league goals in one season. The first player since Roger Hunt to score eight successive league goals at Anfield. The first player since Jack Balmer to score successive hat-tricks at Anfield. The fastest Liverpool player ever to score fifty league goals. A player held in such esteem he was supported more vocally by The Kop than two local legends in Jamie Carragher and Steven Gerrard. He was simply amazing. Then he signed for Chelsea.

The End.

in Arlarse

De focinho lavado

Eu avisei no Twitter. Se não me segue, devia, mas se não tem Twitter também não o censuro; a verdade é que esta lavagem de cara já peca por tardar. Não que isto mereça o esforço, porque a meia dúzia de transeuntes viria cá mesmo que o layout tivesse flores ao canto e beijinhos a saltar à frente do cursor (assim confesso eu a minha inépcia na programação CSS ou no domínio de flash e tecnologias modernas do género). E se isto não merece o esforço e é tão vazio de pessoas e conteúdo como o Espaço Sideral, a responsabilidade é única e exclusivamente minha. Todavia, nunca tentou ser mais do que é: a minha caixa de areia. Ao lavar-se a cara aqui à taberna tenta-se sobretudo estimular a ressurreição do hábito de usar isto como tela em branco, ao invés de ser apenas mais um blog de copy/paste com meia dúzia de larachas mal amanhadas lá no meio. Tenta-se mudar, mas não se garante sucesso.

Como também avisei no Twitter, a barra de links desapareceu. Não se ofendam os titulares desses links, porque eles estão bem guardadinhos ali em cima no Chrome (ganda browser, já agora) e serão clicados tão amiúde como antes. Talvez se possa pensar que se perde em divulgação e partilha de contactos, mas também arrisco-me a dizer que a costumeira meia dúzia de tresmalhados que aqui vem não será suficiente para abrilhantar as suas estatísticas. Além do mais, a coleção de links precisava de uma actualização: uns já estavam mortos, outros ainda não mas quase, e o resto simplesmente não tem interesse nenhum. Ainda se salvaram os bantantes para ter que fazer scroll down na lista de favoritos, não se preocupe.

Não que tenha muito a ver, mas se lhe fizer confusão a adopção intermitente do Acordo Ortogáfico, não se espante. É mesmo isso que acabei de dizer: uma adoção intermitente do Acordo Ortographico. Porque há umas palavras que gosto mais de uma maneira e outras de outra. O “adoção” ali atrás foi só para me meter consigo.

Gif a cargo de IWDRM, obviamente.

PL118, o chamado “devem estar a gozar!”

Este deve ser o único blog no blogododecaedro português que ainda não se insurgiu contra o PL118, o Execrável, e não quero que se pense que sou de alguma forma subsidiário do Tozé Brito e demais consortes. Longe disso. Como dizia um amigo meu “chulos nem vê-los quanto mais mantê-los”, e bem sei a vergonha de taxas que um bar, por exemplo, tem que pagar para poder passar música legal, comprada em lojas da especialidade, ou mesmo tocada pelos próprios autores. Por isso ainda acho que este PL118 deve ser uma anedota e não pode ser real.

Para o surfista mais desatento, o PL118, o Aberrante, é um projecto-lei que se prepara para deixar de ser projecto e que irá fazer com que os dispositivos de armazenamento informático que comprarmos sejam mais caros devido a uma taxa que reverterá a favor da Sociedade Portuguesa de Artolas, perdão, de Autores. Isto tudo, claro, debaixo do nobre estandarte anti-pirataria internáutica. Ora, a aberração do PL118, o Abominável, não é assim tão difícil de entrever: eu como fotógrafo – ainda que de sétima categoria – possuo cerda de 100 Gb de fotografias – ainda que de qualidade duvidosa – e parece-me algo injusto ter que pagar uma taxa quando eu próprio é que sou o autor. Este é o ponto fulcral da situação.

O PL118, o Odioso, surge na senda dos agora engavetados SOPA e PIPA americanos e do ACTA europeu que há-de vir. Apesar de não estar muito por dentro do assunto, pela resposta do grupo Anonymous aos supracitados planos americanos, dá bem para ver que este nosso PL118 é uma arma bacoca e mirrada contra a pirataria informática, quase como caçar elefantes com um agrafador, o que só contribui ainda mais para anedotice da coisa. Nem anti-pirataria informática de jeito sabemos fazer.

O PL118, o Maldito é de facto uma aberração. Todavia, nos tempos que correm não é a única e nem de perto nem de longe a mais grave de todas as aberrações que enchem o telejornal. Até porque esta nem à televisão chega. Portanto assine a petição anti PL118 aqui e manifeste o restante desagrado onde bem entender, porque pode não chegar à televisão mas as internets estão apinhadas dele. Pergunte ao Google, se não acredita: a indignação anda à solta. Aproveite enquanto não vem o ACTA ou desengavetam o SOPA/PIPA.

Juntos marcharemos. Tozé, prepara-te.

Late evening blogs: A Terceira Noite

Se tivermos em conta estes aspetos e evitarmos concentrar a análise nos episódios e nos pormenores, talvez cheguemos a um ponto no qual se possa compreender verdadeiramente a maçonaria, vendo que o mal não está nos seus princípios e nos seus rituais, por muito fora de moda que possam estar, mas sim em quem se serve deles, à margem da democracia ou da lei, para obter dinheiro, posição e poder.

Rui Bebiano, “Democracia e trivialização da maçonaria”

Muito bom este textinho sobre a não-tão-secreta sociedade secreta que é a maçonaria, pelos vistos agora muito em voga. É clicar ali onde diz Rui Bebiano, “Democracia e trivialização da maçonaria” para ler o resto. Cuidado, há lá um link para o Pacheco Pereira onde não ousei clicar. Por enquanto.

Late Evening Blogs: Anita no Alfarrabista

“Também eu fiquei chocada com o famoso vídeo da revista Sábado, mas a parte que mais me chocou foi o prolongamento da humilhação daqueles estudantes pelos restantes universitários (quer estudantes, quer licenciados) na praça pública, que é como quem diz, nas redes sociais.
A melhor prova de que aquela não é uma amostra válida da população universitária é que entre os meus 800 contactos no facebook e amigos desses amigos cujos comentários li, foram poucos, muito poucos os que admitiram poder cometer uma calinada perante a pressão do microfone de um jornalista. Penso que a maior parte do pessoal, se estivesse na mesma situação teria dito: “para mim podem ser só perguntas de nível 3, por favor”.
No meio daquela vertigem de chamar estúpido ao próximo eu só pensava: “ah, era por causa de gente como vocês que as minhas pernas tremiam quando era chamada ao quadro…”
Agora sei bem quem sou. Com o conhecimento das minhas limitações fui deixando de temer o julgamento dos outros, mas sei também muito bem o que é ser humilhada por valentões que aumentam de tamanho à vista dos calcanhares de Aquiles dos colegas.
“Ah, como a juventude é ignorante”, pasmam-se, como se houvesse ignorância maior do que a do sábio que ignora a existência de ignorância.
Então com o “só sei que nada sei” não havia nada para aprender?
Lamento desiludir-vos, mas essa coisa de cultura geral está muitíssimo sobrevalorizada. A cultura geral que toda a gente devia ter é a de saber o que é um refogado. E saber fazer um refogado. E saber lavar a roupa sem que as t-shirts brancas fiquem todas cor-de-rosa. Isto é conhecimento verdadeiramente útil e básico que muito intelectual não tem.
Talvez devêssemos valorizar mais os conhecimentos práticos, emocionais, sensoriais. Servir-me-á mais saber desfrutar do tecto da Capela Sistina do que saber quem a pintou.
Empinar o nome de uns quantos escritores e suas obras mais importantes é coisa para se fazer em poucos minutos mas garante um brilharete ao jantar. Já pegar num skate e fazer um Ollie implica muitas horas de dedicação, confiança, coragem, capacidade de auto motivação, perseverança. E a sociedade valoriza isso? Parece-me que não…
Paro muitas vezes para ver os miúdos a andar de skate e acho-os admiráveis, verdadeiramente admiráveis Não faço ideia se saberão o que é a Critica da Faculdade de Juízo. Eu sei, porque perdi horas a ler um livro indizivelmente chato para melhorar a nota de Estética II em vez de passar pela experiência de me equilibrar sobre uma prancha com rodas, num parque cheio de sol. Foi a minha escolha, mas não me trouxe grande felicidade.
Não me dei ao trabalho de escrever isto tudo para desculpar a falta de cultura. Não, só quero chamar a atenção para a existência de muitas formas de saber. É fácil julgar com base no trabalho de um jornalista que se limitou a seleccionar os piores momentos de uns quantos para pôr toda a gente de queixo até ao chão.
Aquelas pessoas não são só aquilo.
Não sejam bullies… De que serve saber quem foi Alexandre Magno e não ter Magnanimidade?”
Por Anita, pois claro.

Tirando os pés da areia

Por vias de um Verão que foge à frente de um vento inclemente (ontem) e do sobejamente conhecido frio de rachar (hoje), decidiu-se por maioria absoluta e após procedimento sufrágico trocar o cabeçalho aqui do tasco, que afinal é como a fotografia-tipo-passe dando um lamiré de um sujeito, que pode ser um tipo e até um indivíduo mas nunca jamais um predicado. Após o supra referido sufrágio optou-se também por um linda imagem que, não tendo sido capturada por este vosso eloquente escriba, até ele próprio acha que merece consideração. Assim sendo e sem mais delongas, contemple um pedacinho da constelação Perseu – bolas azuis à esquerda – e a pomposa nebulosa NGC 1499 – o fumo vermelho. Se gostou tanto da imagem que vai querer uma só para si é ir ali ao APOD do passado dia 21. Não deve ser difícil de encontrar.

Ode à blogueur

Roubado por inveja à Mónica M.

O Post-Fenómeno

Há um verdadeiro post-fenómeno neste blog e como qualquer fenómeno digno desse nome, quase não tem explicação lógica. Porque, lá está, quase não há explicação lógica para que o post intitulado “A informática surgiu para resolver problemas que antes não existiam”, todo ele dedicado à nobre arte do nada dizer, tenha recebido 2.742 visitas. Sim, leu bem, duasmilsetecentasequarentaeduas visitas. Foda-se…

Todavia, e a julgar também pelo estranho número de visitas a um post que nem uma gaja descascada tem, achei por bem acrescentar-lhe umas coisitas mais, dar-lhe mais conteúdo e uma forma tanto mais concreta como profunda. Assim sendo, clicando aqui neste pontinho . poderá contemplar o “A informática surgiu para resolver que antes não existiam [Versão Enxertada]“. Não espero que goste mas também nunca espero nada de si, tal como você não espera de mim.

Suponhamos

Suponhamos que o caro leitor é um daqueles sortudos cidadãos portugueses empregados e que, pasme-se, o seu trabalho é a uma secretária de fronte a um computador. Suponhamos também que gosta de boa música e que está farto que a sua colega Susana, ou Marília, tanto dá, sintonize sistematicamente a RFM, emissora católica portuguesa ou, pior dos piores, uma qualquer rádio regional. Suponhamos ainda que o seu chefe não suporta cds espalhados em cima da secretária que não tenham a fronha do Tony Carreira estampada na capa e que o seu leitor de mp3 não é um iPod.

Então o que fazer, ó céus, para poder ouvir um bocado de música da boa?

Suponhamos por último, já que estamos numa de supor, que tem uma ligação à internet à boa maneira de um país desenvolvido como, digamos, a Noruega. Vá, não é preciso tanto, mas uma ligação ADSL ou cabo ou o raio que é o Meo, por exemplo, chega bem e sobra.

Se estes “suponhamos” todos lhe servirem como uma boa carapuça então a solução é muito simples. Clique aqui. Depois escolha uma das 59 “emissões” do Marco. A desfavor tem unicamente a particularidade de não ter músicas para todos os gostos, excepto para um: o bom.

Ensitel: nem toda a publicidade é boa

Um tipo entra numa loja da Ensitel e compra um telemóvel. Chega a casa e afinal parece que não está a funcionar como devia.O telemóvel, não o tipo. Volta à loja para trocar o equipamento, mas dizem que há um risco no ecrã e que não há pão para malucos. Voltas e mais mais voltas, o regresso à dita Ensitel porque não há mesmo nenhum risco no ecrã, ah, mas agora há um na tampa da bateria. A criatura fica com o telemóvel aleijado nos braços e a loja descarta-se de qualquer responsabilidade. Mas alto lá, pára tudo. A pessoa em causa é uma blogger influente sem quaisquer reservas em apontar o dedo quando deve ser apontado. A epopeia cresceu de mãos dadas com a indignação solidária e uma busca por “Ensitel” no Google dá uma ideia do tamanho da coisa. Eu vou na marcha, com uma t-shirt da Phone House, um boné da Sony Ericsson e o cartaz “Ensitel significa Satanás em sânscrito”. Agora a empresa quer que a Maria João apague os posts que escreveu sobre a situação. Está bem abelha. Liberdade de expressão? Qué isso?! Direito à indignação? Pelamordedeus, está tudo maluco ou quê?! Isto é a Ensitel, um golem gigantesco onde a justiça não tem jurisdição.

Mas porque vou eu com uma t-shirt da Phone House e um boné da Sony Ericsson na Marcha Contra a Ensitel? Bem, porque aconteceu que há quase 4 anos, 4 anos, repito, adquiri um bonito Sony Ericsson K750i na supracitada loja. Sem espinhas. Volvidos quase dois anos dirigi-me à loja porque o botão da máquina fotográfica não estava a funcionar como devia. Receberam-me o equipamento, apesar de todas as quedas e trambolhões estarem bem registadas no plástico moído, e o único franzir de sobrolho da minha parte foi pelo facto de não estar disponível qualquer telemóvel de substituição. Sobrevivi com o problema. Passadas 3 semanas uma notificação dizia que o lesionado Sony Ericsson estava de volta à acção depois de uma viagem à Escandinávia e, obviamente, que não tinha de pagar um chavo. Qual não é o meu espanto quando abro o envelope na loja e vejo um K750i novinho em folha! Só que não era novinho em folha, era precisamente o mesmo telemóvel que tinha deixado na loja: não só o botão do disparador era novo, como também toda a carenagem plástica. Excepção feita à tampa da bateria que ainda era a velha. Mas desengane-se se pensa que fiquei desiludido com o serviço. Apesar de essa tampa não ter sido mudada, alguém na Ericsson fez o favor de tapar as arranhadelas e esfoladelas com a boa da tinta. Ainda se notam as antigas cicatrizes pintadas de vermelho ao lado das novas matizadas de cinza claro, mas caramba, quando alguém faz um bom trabalho, mesmo que não seja mais que o seu dever, deve ser aplaudido. E esta história toda da Maria João e da Ensitel fez-me lembrar o meu Sony Ericsson  – que ainda aqui está quase como novo -  e a Phone House, mas ao contrário. Clap clap à Phone House e à Sony Ericsson. Buhhhh buhhhh à Ensitel.

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