Filed under Paintball

“You wanna piece of me, boy?”


Penso que o cartaz explica-se a ele próprio, faltando apenas referir que é um “simples” jogo de paintball e claro que não vamos ter mesmo Zergs à solta, isso seria extremamente irresponsável por parte da organização. Todavia, caso o caro leitor não siga este link e se inscreva, temo que possa servir de jantar a um dos Hidraliscos domesticados que ali tenho. As criaturas têm que comer, não é verdade?

Para criar ambiente aqui fica um vídeozito composto por imagens surripiadas alarvemente à Blizzard. Os créditos no fim também falam por si, portanto escuso-me a prestar quaisquer declarações sobre os individuos envolvidos no caso, não dispensando, porém, a devida vénia.

Atenção à navegação: é já no sábado!

Prevêem-se fortes aguaceiros de tinta comestível perto de Borba. Sábado, dia 17 de Abril do ano da graça de 2010. Se não se inscreveu, inscreva-se e leve amigos que queiram pintar outros gajos/serem pintados por outros gajos. Inscrições e informações em Paintball no Alentejo e no fórum apenso respectivamente.

Que belo dia de Paintball!

Graças a uma invejável cunha na loja Emboscada foi-me permitido dar um modesto contributo para a realização do primeiro Torneio Nacional de Woodsball, neste caso na primeira etapa de Lisboa: também há a fase Norte. Para quem não sabe, a variante Woodsball é uma saudável mistura entre Airball – jogado em insufláveis, altamente competitivo, jogo muito rápido – e Recreativo – jogado em cenários, florestas ou locais abandonados, com um nível competitivo baixo e muito tempo para um só jogo ser jogado (entre 2 a 7 horas). Dizia eu, um contributo modesto que me deu direito numa primeira fase a escaldão na testa, calos nas mãos, dores nas costas e lama até ao pescoço. Eu sei, eu sei, sou uma flor de estufa. Numa segunda fase já foi mais pacífico mas não menos cansativo: fotografar o evento. Por vias de estar a habitar um corpo demasiado esgotado no domingo, porque três dias e meio a carregar paletes, pneus e bidões pagam-se caro tanto em termos mentais como físicos, as fotografias ficaram um pouco aquém em termos de número. Mas as que foram tiradas valeram a pena e reflectem bem o estupendo dia de Paintball que se passou lá para os lados de Alcabideche, num terreno encaixado em solarengo vale. Link.

Silly Seasons

Primeiro o mês de Agosto, aquela altura do ano em toda a gente parece dizer dizer tudo o que lhe vai na cabeça, como os malucos, e não fazer a ponta de um corno, como todo o ano, mas agora há uma desculpa: é a silly season. Não fosse isto o bastante, temos aí, já de seguida, uma série dupla de eleições. Haverá maior silly season do que as campanhas eleitorais do nosso Portugal? Portanto, enquanto vigorar esta silly season, e a outra que diz que o golo do Saviola foi “um golo à Maradona”, este blog entra em hipoactividade. Claro que provavelmente este nojo visceral a tudo o que inunda as ondas UHF, VHF e Cabo passar-me-à em coisa de dias, assim que a ameaça de Gripe A se dissipar e chegar de Mafra depois de ter desancado umas centenas de Aliados.

Às armas!

Cartaz ARRLSSMALL

Inscrições e informações aqui, correndo o risco de ser redundante.

Breve nota sobre Paintball

Não é novidade que ultimamente tenho dedicado demasiado tempo a uma actividade aparentemente tão fútil quanto interessante: Paintball. Dizem-me que não tenho idade para jogos – gostava de saber quem foi a alminha sem vida que postulou isso -, dizem-me que o Paintball é um sorvedouro de dinheiro e de pouco retorno intelectual e financeiro. Até eu sei que é mais produtivo para o espírito passar os dias a ler Proust, tal como sei que dedicando-me mais a trabalhar os ganhos seriam significativos, e sei também que a única coisa que visivelmente resulta de um jogo de Paintball é uma meia dúzia de nódoas negras. Todavia, o Paintball é um desporto, e todos sabemos que se devem practicar actividades pertencentes a essa classe. O gozo de um jogo de Paintball é substacialmente superior a um jogo de futebol: o físico não é tudo, o material também não. O que conta é a inteligência e a técnica. Ou pelo menos uma saudável mistura dessas quatro coisas, pendendo sempre para as duas últimas. Parece-se com a guerra, mas fica tão longe disso como o tiro aos pratos fica de um safari. Nunca me alistaria no exército, mas um joguito com qualquer equipa ainda vai. Digamos que o Paintball é uma espécie de guerra para geeks que se fartaram do Call of Duty ou do Counter Strike e que gostam de se ver ao espelho de camuflado e colete táctico. Assumo a vaidade. Não vale a pena tentar mascarar o Paintball com maquilhagem filosófica – dizer que a Humanidade transporta no seu âmago o gene da guerra e da competição é mais que batido – nem enfeitar o jogo com qualquer papel de embrulho de que me possa lembrar. O Paintball é a mistura perfeita entre a adrenalina de estarmos constantemente perto de abatermos um adversário, com o medo de sermos abatido por um, ainda com a vantagem de sabermos que é pouco provável morrermos ou ficarmos estropiados se o inimigo efectivamente nos acertar com uma bola de tinta no peito. Vale a pena jogar se houver disponibilidade fisica para isso. Vale a pena queimar umas dezenas de euros em material. E vale a pena gastar algum tempo a treinar a precisão e a movimentação. Não que isso ajude a qualquer coisa na vida real, exceptuando talvez um improvável cenário de guerra miliciana, mas um jogo é um jogo e qualquer jogo vale a pena ser jogado porque é esse o seu propósito. Um jogo nunca aspira a ser mais que isso e este não é excepção.

Vá, tudo a vestir o camuflado!

CartazALANDROALSMALL2

É já amanhã. Já se inscreveu? Então do que está à espera? Mais informações aqui.

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