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Três coisas em franco declínio e que merecem um estalo na cara a ver se acordam

1) – Sporting Clube de Portugal. Depois de se trocar de presidente e de treinador (es), e de se gastar 30 milhões de mérreis de moeda nova em jogadores de aparente superior linhagem, chega-se à conclusão que ficou tudo na mesma. Houve uma altura em que realmente parecia que não, mas depois do desaire na Luz as coisas voltaram gradualmente à mesma pauta. Meia equipa a anhar, outra meia a tentar fazer alguma coisa não vergonhosa e Polga. Aqui começa a parte que não percebo: Anderson Polga. Depois de ter sido o principal responsável pelo pior resultado de uma equipa na Liga dos Campeões (agregado de 12-1 contra Bayern Munique aqui há uns anitos) ainda ali anda nem se sabe muito bem a fazer o quê. É óbvio que o rapaz não tem a consistência psicológica para jogar numa equipa como o Sporting, e como eu digo sempre, ser do Sporting é para quem pode e não para quem quer. O mesmo se aplica a quem quer jogar, principalmente se for defesa central. Extrairam-se os quistos sebáceos que eram Postiga e Djaló, mas ainda lá ficou este e algo ainda pior: um enorme e pelos vistos inoperável cancro psicológico. A culpa desse cancro não será com certeza só de Polga, mas é óbvio que algo de muito errado se passa numa equipa que se quer candidata a ganhar títulos e que apresenta os resultados que apresenta. Domingos tem muito trabalho pela frente se ainda tiver tempo de o fazer, pois que a malta começa a ficar deveras enfastiada com a coisa. Se bem que contratar o Daniel Sampaio ou outro pedopsiquiatra de renome não seria nada mal pensado, não senhor. Fica a sugestão à Gerência.

2) – Portugal. Outra troca na Gerência e ainda com a adição de uma Troika carregada de papel mas que só o dá se a Gerência cumprir as merdas orçamentais. Perdão, metas, metas orçamentais. Não me vou pôr para aqui a esmiuçar todas as medidas tomadas, nem as populares, nem as impopulares, nem as  nojentas, nem as simplesmente bacocas, até porque nem sigo assim tanto as notícias para o poder fazer com a propriedade e solenidade necessárias. Mas há algo que eu não percebo nesta conjuntura toda e começa com estes pressupostos: impostos altos refreiam o consumo; consumo refreado e a indústria da hotelaria, por exemplo, vai abaixo; se a indústria hoteleira, por exemplo, vai abaixo, mais desemprego haverá e mais subsídios de desemprego o Estado terá de pagar. Entenda-se que a indústria hoteleira não compreende só cafés, restaurantes e hoteis, mas também todas as outras empresas que lhes servem de suporte. E num país que em 1986 se autoproclamou Turístico, este efeito cascata parece-me francamente pernicioso. É isso que não percebo: em vez de se encorajar o consumo aumentam-se os impostos?

3) – Aníbal Cavaco Silva. Às vezes acho que é uma personagem do Gato Fedorento e ultimamente tenho achado isso vezes demais para acreditar na saúde mental da pessoa. Primeiro diz que se vê à rasca para pagar as contas, tendo uma reforma de 12.000 euros à pála do Banco de Portugal. Depois, que não percebe como Portugal chegou a este estado, ele que teve dois mandatos como Primeiro Ministro e agora outros dois como Presidente. Será que esses anos todos não chegaram para perceber como se pode chegar a este estado? Pois eu digo-lhe, senhor Aníbal: chega-se a este estado através da burrice colectiva que permitiu você, eminentíssimo cânone da inutilidade, ser eleito mais 3 vezes depois da primeira. Um conselho, Senhor Presidente da República? Tome os comprimidos e deixe-se estar sossegadinho a comer o seu bolo rei com o cházinho de erva-príncipe e não fale de boca cheia, por favor.

Numa nota assim mais abrangente: não será melhor fazermos outra Manifestação para Restaurar a Sanidade? Se tivesse a certeza que resultava metia-me já no carro a caminho da Avenida da Liberdade.

O terrorismo tem um rosto e é bonito:

O rosto, atenção, não o terrorismo em si. No dealbar do novo século – caramba, do novo milénio – e a braços com uma crise cujo precedente tem quase outro século, este tipo de situações é algo prevísivel. Espanta-me sim que um miúdo entre na escola aos tiros por que alguém gozou com os seus calções; já o que Anders Breivik fez, baseando-se num nacionalismo exacerbado e com o apoio de grupos de extrema-direita que pululam nas internetes, é prevísivel de um ponto de vista pragmático: tipo, esta merda está toda fodida e é preciso abanar o barco. Como? Atacando a merda de democracia que nos trouxe aqui. É tão catártico quanto tétrico. Atente nas palavras anteriores dando ares de que se sabe do que se fala.

Adiante.

Esta famigerada crise já não é só económica. Começa a ser social também e já se vêem vislubres de uma crise cultural. Espalha-se como um cancro infectando todos os orgãos, mesmo aqueles que por razões civilizacionais parecem imunes, como a tolerância. Breivik  personificou essa doença na perfeição. Não é um tresloucado mujahedin vindo de uma montanha distante, não é um guerrilheiro núbio de kalashikov em punho, nem um rancoroso e esfarrapado palestino. Breivik é o vizinho do lado. Um miúdo rico, inteligente e bonito – e é isto que assusta mais, a aparente normalidade do indivíduo – que resolveu abanar as estruturas ostentando o estandarte de um neo-ultra-coisinho-nacionalismo que cresce à volta do cancro da crise, como anticorpos enraivecidos que matam o hospedeiro pela febre.

Vamos ver mais coisas destas, sem dúvida, ainda para mais agora que houve um primeiro passo. Podem as autoridades monitorizar o que quiserem que enquanto os sistemas económicos que regulam a direcção e velocidade da rotação da Terra não forem profundamente alterados, estas coisas vão continuar a aparecer em crescendo, até um arquiduque qualquer ser assassinado e depois é que está tudo mesmo fodido.

Dear Moody’s…

Depois de muitos anos a pisar todas as bostas que havia para pisar lá se carregou no enorme botão vermelho com a sigla FMI. Engoliu-se em seco e vestiram-se as joelheiras e o babete que o rodízio de broches iria começar a qualquer momento. A causa era boa: com as devidas pilas chupadas os juros da dívida portuguesa haveriam de baixar, pois que pila bem mamada é pila saciada e assim sempre se poupa o rabinho e alguma dignidade. Todavia não ficaram satisfeitas, as putas, e continuaram retesadas; e os broches lá continuaram a ser feitos diligentemente. Por um momento os brochistas acharam que tinham acalmado as bestas; eis senão quando surgem outra vez saídas das trevas, autênticos Colossos de Sodoma, mil pénis em fúria clamado pela enrabadela seguindo o troar rítmico de tambores distantes. E agora, brochistas? Vão alçar o rabiosque ou vão chorar pelos manos mais velhos? E vocês, manos mais velhos, virão ajudar e cortar de vez essas insaciáveis pilas antes que esta merda vá toda pelo cano, ou afinal – e como eu suspeito – vão deixar mesmo esta merda ir toda pelo cano porque grande parte dessas pilas são as vossas?

Espero que tenha percebido a alegoria, mas a dar-se o caso de ser meio lerdinho e achar que isto é o blog do Pipi vou dar-lhe umas dicas: os brochistas são os portugueses, as pilas tesas são as agências financeiras que nos mantêm debaixo da mão, como o cruel miúdo que se diverte a brincar com uma mosca depois de lhe arrancar as asas.

Por quanto tempo mais vão a Moody’s e companhia ditar os destinos de países inteiros?

O Estado das Coisas

A falta de tempo, todavia, não me impede de vir deixar aqui umas larachas sobre isto tudo que se anda a passar, coisas de tão grande importância que penso que a mente de um comum mortal não está preparada para analizar convenientemente. Por isso, cá vamos… Segure-se.

Ora, antes de mais e seguindo a ordem decrescente de importância, as presidenciais do Sporting. Numa época em que foram rifados dois dos activos mais importantes do clube – Moutinho, Liedson – e um outro vendido por um preço mais ou menos justo  – Veloso -, parece-me extremamente simples fazer promessas de campanha realistas que levem o Sporting para o patamar que se quer. Bastava para isso aparecer alguém que dissesse “malta, eu sou um gajo sensato, não tenho dinheiro nenhum mas vou gerir o Sporting como se fosse o meu clube. Vamos apostar forte na formação que já pôs grandes nomes do futebol na história e fazer milhões e milhões de euros com isso. Vou contratar um treinador porreiro, pragmático e dedicado que faça a equipa jogar futebol a sério em vez de simplesmente jogar à bola. Quero os adeptos a gostar de ver o Sporting jogar! Vou acabar com o reinado de narizes empinados e fidalgos orgulhosos que se ofendem com verdades e atiram mentiras na cara dos sócios. Em suma, vou fazer do Sporting um clube a sério, sem ilusões de grandeza e pricipalmente sem empertigados de merda“.

Só que infelizmente não é isso que acontece com nenhum dos candidatos. Uns andam lá perto, mas na sua maioria todos puxam para o seu lado quando deviam puxar para o mesmo.

E agora, sobre os troca-tintas que temos como governantes e demais políticos. Bom… Bem vistas as coisas o segundo e terceiro parágrafos assentam que nem uma luva de latex à política portuguesa em geral. O Sporting precisa tanto de um presidente a sério como nós todos de políticos a sério. Uns queimam os outros porque podem; os outros deixam-se queimar para se vitimizarem e sacudirem a água do capote enquanto correm para debaixo das saias alemãs; e no meio disto estamos nós, pequeninos cidadãos sem empregos nem perspectivas futuras, o que quer dizer que mesmo que quiséssemos contribuir para o atenuar da tão falada crise não conseguimos. Isto está bonito, está. Não é de hoje, mas com gente como Sócrates e Passos Coelho também não vamos a lado nenhum.

Historicamente este tipo de situações económicas leva quase sempre ao aparecimento de gente pouco recomendável que se diz capaz de levantar as coisas. Foi assim que apareceu Salazar, foi assim que apareceu Adolf Hitler e demais camaradas. Posso enganar-me, mas com um – ou uma, nunca sei -  Angela Merkl autoritária e de dedo levantado à frente da Europa isto começa-me a parecer demasiado familiar, com sotaque e tudo. Oxalá esteja errado, mas se não estiver, porra!, que faz falta um bocadinho de acção no Velho Continente lá isso é inegável. E ninguém sabe fazer essas festas como nós, caraças.

Votarei no primeiro potencial ditador que me aparecer. Tenho dito.

Mudando de assunto…

* * *

Mas não tanto. Um acto eleitoral, seja ele presidencial ou dos outros onde votamos directamente nas equipas em disputa, é uma espécie de prolongamento da silly season invernal. Felizmente o Carnaval calha em Março se não só começaríamos a questionar a realidade lá para Maio, depois do borrego pascoal estar bem deglutido. Assim, teremos tempo de raspar algumas remelas dos olhos durante o mês de Fevereiro, o que tendo em conta que falo de portugueses, é francamente um cenário optimista. Em França aumentam-se as propinas em 20 euros e a Citröen esfrega as mãos de contente porque vai ter um parque automóvel para renovar. Aqui, qualquer político no trono sabe que pode fazer o que quiser, até gastar 35 milhões de euros no parque automóvel governamental, que nenhum mal lhe virá por parte da mansa plebe. Mas o que se pode esperar de um país que acabou de eleger um gajo que disse basicamente isto:

Não queremos crises políticas porque seria catastrófico para o país, portanto os responsáveis por esta situação merdosa, entre os quais eu me incluo com distinção, devem continuar a governar como melhor sabem.

Como ouvi dizer Rui Zink, acho estranho que haja gente que pense que não merece os governantes que tem.

* * *

O Sporting Clube de Portugal, nobre instituição com laivos de marialvismo, provou mais uma vez que funciona melhor numa estrutura anárquica do que com presidentes incompetentes. Perdão, disse incompetentes? Deve ter sido um acto falhado. Não consideraria Bettencourt um presidente incompetente, mas também dificilmente o consideraria um presidente. Louvo o seu sportinguismo, mas afinal o que é ele fez de notável? Forçou Paulo Bento a ficar 4 meses contrariado, borrifou-se para a recuperação quase miraculosa que Carvalhal protagonizou, deixou fugir Villas Boas e Moutinho para uma instituição cuja política de aquisições devia ser estudada por todos os clubes com intenções de ganhar alguma coisa e, não satisfeito, ainda foi buscar um Couceiro que ninguém percebeu muito bem para quê. Mas bem, a equipa, apesar dos 16 pontos para o topo da tabela e das 26 bolas no poste, repito, 26 bolas no poste, parece dar um sinalzinho de actividade cerebral. Onde tem andado Zapater e porque só apareceu agora? Pedro Mendes e André Santos são assombrosos; não se lesionem, por favor. Salomão mesmo coxo e deprimido é melhor que Yannick com três pernas. Rui Patrício é o próximo grande guarda-redes, está confirmado, e não quero o Ricardo de volta a Alvalade.

Ainda em relação ao Sporting há a dizer que a sua filial de Manchester é uma equipa espectacular. Grande Anderson, grande Nani e enorme Giggs que com 63 anos continua a ser titularíssimo dos Red Devils. Isolados no primeiro lugar, a cinco pontos do Arsenal, 14 vitórias, 8 empates e uma derrota em 23 jogos. Não é brilhante, mas a liga inglesa não é para meninos e parece-me que está tudo bem encaminhado para Sir Alex Fergusson levantar aquele troféu outra vez.

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Viu aquela menina ali em cima? Sabe quem é? Então clique aqui. E agora, já sabe? Como cresce a miudagem hoje em dia.

Uma semi-breve sobre as Presidenciais 2011

Quando numa pergunta de escolha múltipla nenhuma das respostas é satisfatória o que se faz? Segundo Occam, um gajo muito dado a pensar nessas merdas e a brincar com navalhas, deve escolher-se a resposta mais simples pois há maiores probabilidades de a escolha ser a acertada.

Por isso o meu voto vai para Fernando Nobre. O homem parece que anda constantemente a tentar perceber o que faz um político em campanha. Não possui a experiência de vendilhão que qualquer um dos outros pretendentes ao trono transborda; não tem qualquer passado político e anda unicamente munido da sua coragem e honra. É, portanto, o único que verdadeiramente arrisca alguma coisa, porque dos outros já se sabe com o que se conta. Um Aníbal que come de boca aberta, trafulha e sonso, que mata os inimigos por aborrecimento; um Alegre que está do lado de quem lhe der mais miminhos consoante a necessidade desses miminhos; um Lopes que, sim senhor, diz que tem a lição bem estudada, mas na verdade concorre apenas para poupar os seus camaradas da vergonha de votar noutro partido. Os outros dois só querem aparecer e servem apenas para espalhar as migalhas dos indecisos. Nenhum quer derrubar o Governo, nenhum sabe conter a crise, nenhum transporta a semente da salvação que resolverá os problemas do Poortugalzito. Digam eles o que disserem.

Nobre não é um político. Se houvesse um curso modular de 50 horas com a temática “Ser Presidente da República” Nobre seria decerto um dos primeiros inscritos, sentar-se-ia na mesa da frente e ainda teria a coragem de pedir os apontamentos ao formador. Nobre não é um político e não precisa dos tachos, dispensa bem as palmadinhas nas costas e por certo recusaria um cargo administrativo em qualquer empresa de construção – não pondo a mão no fogo por ninguém, claro, é apenas especulação. Nobre é um romântico, um Dom Quixote em potência, que achou por bem levantar-se da multidão e dizer-se disponível para dar o seu contributo ao país se o país assim o quiser.

Nobre não é um político e por isso leva com o meu voto.

No fundo é só garganta

Num dia acordo com a notícia de um trinta-e-um armado nas Coreias e exulto! Caraças, tu queres ver que aquilo finalmente se dá? Afinal não. Nem sequer ouvi grandes dissertações sobre o assunto – o Nuno Rogeiro nem sequer apareceu a dizer “em 2005, já eu tinha avisado que…” -, nem cheguei a perceber o que se passou realmente. Aposto no costume, Jong Il carregou outra vez no botão vermelho e fingiu ser sem querer. Até o imagino a rir sorrateiramente depois do pedido de desculpa; que alguém tropeçou no fio errado ou que tinha visto um perigoso disco voador extraterrestre a sobrevoar Seul.

Hoje dou com a Greve Geral. Ui. Até mete medo, caraças. Tudo na rua a bradar a revolta a quem os quiser ouvir. As palavras de ordem, os megafones, as faixas, as marchas, as geleiras com minis e demais petiscos que a luta não se faz de barriga vazia. É impressão minha ou hoje em dia já se dá tanto valor a uma manifestação ou greve como aos petardos que a Coreia do Norte atira para a do Sul? O ideal, vendo daqui, seria uma nova abordagem, algo entre uma greve geral e uma guerra civil sem a mortandade. E porque não seguir a ideia de um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos e sacar o nosso dinheiro do banco? Só assim por uns dias a ver o que acontecia, sejam 10.000 euros ou os meus 46 cêntimos. Ainda se ririam os gajos do capital se toda a gente fizesse isso? Ainda se riria o gajo do cabelo branco? Ainda se riria o narigudo? Duvido.

Ponto de situação…

Acabei de ouvir que afinal a tal taxa sobre os empréstimos a Portugal anda nos 6.9%, apesar de hoje estar a baixar. Que afinal a malta que nos anda a emprestar dinheiro e suas concubinas – leia-se “agências de rating” – andam a especular e a gozar com a cara do Governo e este por sua vez goza com a cara dos portugueses. Ora, é uma espécie de cadeia alimentar do gozo. Adivinhem quem está no fundo?

O FMI, o tal bicho papão de que Sócrates e o do cabelo branco fogem a sete pés, está confortavelmente sentado numa poltrona a avisar-nos – há meses que o faz – que andamos a dançar o tiango com a malta errada, que aquela gente não gosta de dançar, pelo contrário, vive para pisar calos alheios e fugir da pista de dança em riso convulsivo. Sócrates e o do cabelo branco não querem saber. Preferem ser enrabados por colarinhos brancos do que aceitar pilas mais ásperas, ainda que mais solidárias sérias.

Entretanto, nós, o fundo da cadeia económica, vemos com tanto interesse as notícias sobre o Orçamento de Estado e subsequentes PECs como olhamos para os orangotangos na Casa dos Segredos. É uma novela, esta merda. É o derradeiro reality show, porra! E a maralha adora isso. A crise é a crise, e teremos de aguentar. Os nossos políticos são tão maus que transcendem o conceito de “mau”, mas teremos de aguentar. Apesar dos 23% de IVA e todos os cortes que estão no OE 2011 estamos mais perto da bancarrota do que Sócrates e o do cabelo branco queriam, mas é assim a vidinha e teremos de aguentar.

Até quando, caralho? Até quando?

Nota: Não se pense que tenho ilusões sobre as capacidades de um outro partido político tomar as rédeas do país como tem que ser. Há muito que essas ilusões foram com os suínideos. Não há políticos, não há país. Por mim vendia isto quem desse mais.

O Povo unido será repetidamente fodido (por este andar)

Surge esta brincadeira na sequência disto. Uma no cravo outra na bendita ferradura, ou seja, solidarizo-me com a tentativa hercúlea de recuperar a sanidade mental para o país, mas eu, pantomineiro acima de qualquer salvação, ainda preciso de mais um bocadinho de loucura. Um bocadinho assim pequenino, mal a vês como se diz por aqui, o chamado pintelhésimo, ou um tudo-nada, como diz a avómaria.

Dando-se o caso de quererdes cópias assim para o mais largo dos catrapázios acima reproduzidos é amandar um comentário janota a requisitar o serviço. E depois é aparecer empunhando o marialva no dia 30 debaixo da pala do Siza se fizerdes favor.

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