Escola EBI de Arraiolos – de Ricardo Moura Pais

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A malta que vive em Arraiolos ou nas redondezas já se deve ter apercebido que foi inaugurada uma ala completamente nova da antiga Escola EB 2, 3 + S Cunha Rivara. E isto porquê? Porque por um lado não havia ninguém, professor, aluno ou funcionário, que não atinasse com o nome completo da escola, cheio de números e iniciais; e depois porque se era para mudar de nome que fosse por uma boa razão. Então vá de construir uma ala inteirinha de novo e mudar para lá as crianças que andavam repartidas por duas outras escolas primárias e um jardim infantil. Cá por mim acho muito bem. Fica tudo junto que é para não se zangarem. O único senão é que assim acaba uma das mais antigas disputas territoriais de Arraiolos: a que opõe os alunos da escola “do cemitério” contra os alunos da escola “dos moinhos”. E isso, senhoras e senhores, é uma pena.

Lá mudaram o poiso das criancinhas e o nome, para Escola Básica Integrada de Arraiolos. O projecto foi patrocinado pelo Ministério da Educação mas o projecto saiu todo da cabecinha do meu excelso amigo Ricardo Moura Pais, Arquitecto, pois claro, ao serviço do Município de Arraiolos – já agora, parabéns, pá. Estava lá a estagiar na altura do lançamento do concurso e lembro-me bem das olheiras e pivete a suor logo às 8 da manhã. Eu, apesar de estagiário, era o primeiro a chegar, ele, apesar de arquitecto, nem chegava a sair de lá. Foi um parto difícil, não tenho dúvidas, mas o miúdo lá nasceu e é bem giro. Já em termos de saúde não é grande espingarda, mas essa culpa, digo eu e toda a gente, é da mãezinha, coitadinha.

Enfim, este paleio todo para dizer somente isto e pouco mais que isto: uns dias antes da inauguração andei por lá a bisbilhotar e o resultado pode ser visto no Galeria do costume. Não é um resultado muito extenso porque ainda havia muita gente ainda a tapar buracos e a apagar fogos – não se preocupe, senhor encarregado de educação, as duas últimas expressões são meramente figurativas – e equipamento escolar já a chegar. Outra das razões é que foi a minha primeira experiência a sério em fotografia de arquitectura e não correu tão bem como esperava. Ainda assim, o que está feito não é muito pior do que o que já mostrei, portanto, façam o favor de entrar.

Fotografia: Luís Romudas

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