Na mesa de cabeceira:

9788420667874

Fiquei a perceber as razões de muitas atitudes muçulmanas. Fiquei a saber onde, quando e como uma das maiores – e cientificamente mais avançadas – civilizações que alguma vez pisou a Terra perdeu o seu rumo. Conheci um dos homens mais iluminados que Deus na sua infinita sabedoria teve a bondade de criar. Depois disso tudo, dos passeios ao pôr-do-sol por Samarcanda, de braço dado com os pensamentos de Khayyam; depois de ter assistido ao colossal turbilhão político-religioso em que a Pérsia passou grande parte do seu precioso tempo; depois da morte de Nizam e do pontificado terrorista de Hassan Sabbah, fui procurar saber se tudo aquilo que lera tinha alguma ponta de verdade. Aparentemente tinha. E tem. É uma sensação estranha, conhecer hoje em dia algumas situações do mundo muçulmano e pensar que, num dado ponto da história, há mais de 800 anos atrás, uma simples palavra teria mudado o mundo inteiro – não só a Pérsia e os muçulmanos – tal como o conhecemos. É certamente impossível afirmar se esse mundo-que-poderia-ter-sido seria melhor ou pior, mas seria, decerto, diferente.

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