Na mesa de cabeceira

223632_4

Por vezes parece-me que estou a esticar um bocado o meu parco intelecto com esta leitura. Noutras vezes o que Zizek me tenta explicar surge-me claro como água. Pensei em deixá-lo de pousio na prateleira, a amadurecer – o que no fim de contas se trata do processo inverso: deixo o livro na prateleira para eu próprio amadurecer – mas tenho como alternativa António Lobo Antunes, que já está em “amadurecimento” há algum tempo, e não me parece menos intangível. A literatura, tal como a música e o cinema, tem destas coisas. Há um tempo específico a partir do qual estamos prontos para determinada leitura. Assim, encontro-me pronto para Lovecraft, Poe, Dostoievsky, Gógol, Kafka, Tolkien, Kerouac, e Pauwels, talvez para Zizek, mas Lobo Antunes ainda vai ter de esperar. Seja como for, agora são as idiossincrasias do mundo moderno que me ocupam o espírito antes do sono. E se não fossem elas, seria outra coisa qualquer.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s