O egosciente por ele próprio

Não costumo fazê-lo, mas no outro dia não resisti e perguntei à outra metade se tinha lido os meus posts sobre mineralogia. Esperando um nariz torcido e um esgar de atroz sofrimento, preparei-me para o pior. “Não, não li. Tu dás umas voltas do caraças para dizeres uma coisa simples e usas palavras demasiado caras para o conteúdo do post“. Se não foi isto textualmente, foi bem parecido. Esta declaração só prova que leu alguma coisa do que escrevi. Concordo com ela. A principio, juro, passou-me pela cabeça que talvez fosse essa a razão de ter o estaminé às moscas. Não que me preocupe com isso, mas que um gajo sente um bocadinho de frustração, isso sente. Um bocadinho do tamanho de uma lasca de unha, mas sente. Depois conclui que o “o caminho mais rápido entre dois pontos é uma recta, mas nunca será o mais interessante”. Sorri. Ter quem nos leia não é tudo. O gozo que se sente a escrever, isso sim, é tudo. De que me serviria escrever de um modo que não sabe a nada se nem um único cêntimo ganho com isso?

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2 pensamentos sobre “O egosciente por ele próprio

  1. Não resisto a citar um dos “blueman” : “Quando se faz o que se gosta, a recompensa é o próprio processo” É budista. e verdade.
    Abraço

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