Uma palavrinha sobre…

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A devida vénia, não só a quem criou o que vem dentro e fora do disco, mas também a quem teve a extrema finura de mo ofertar. O torrent que alarvemente roubei não vinha nas pristinas condições que lhe eram requeridas, pelo que a dita oferenda ainda tem mais valor. O que se pode dizer sobre o Big Whiskey And The GrooGrux King é pouco mais que isto: caramba, o álbum é bom. Isto resume basicamente a coisa. E não é bom só porque soa a Dave Matthews Band,  mas também porque soa diferente. Ao ver que o produtor se chama Rob Cavallo, que também é produtor dos Green Day, confesso que torci o nariz e preparei-me para o pior. Todavia, a surpresa apanhou-me em contra-pé. Não obstante as constantes referências ao trágico falecimento de Leroy Moore, nota-se que o conteúdo é um nadinha mais pesado que o “normal”. Mais pesado, ou mais crescido, como preferir o melómano leitor. Gosto da guitarra de Tim Reynolds – desde o Before These Crowded Streets que o homem não era tido nem achado – e gosto da guitarra eléctrica de Dave Matthews que já se vem tornando um hábito. Digna de nota (HAHAHA… percebeu? Nota, música… Enfim, adiante) também é a estendida secção de metais que agora é dividida por Jeff Coffin no saxofone e Roshawn Ross no trompete, que só não fazem esquecer Leroy Moore porque Moore será sempre Moore e não se fala mais nisso. Quanto às músicas no geral não estão melhor que as que já existiam, estão, isso sim, diferentes. As músicas mais calmas estão simples na sua composição básica e assombrosas nos floreados. As músicas mais movimentadas fazem com que quase partamos o pescoço a tentar seguir o bombo de Beauford e, apesar de pairar sempre a sombra da perda de Leroy (“I’m still here dancing with the GrooGrux King“), o ritmo e o recheio continuam bastante animados.

Vou por as coisas nestes termos: imaginem que a Dave Matthews Band era uma criança alegre e divertida como qualquer outra até que, num belo dia de chuva, o sofrimento começou a fazer parte do seu vocabulário. foi então que mudou: já não sorri tanto, mas quando ri é sincera. É isto que eu acho do Big Whiskey And The Groo Grux King. Nem mais.

PS: Acho tremendamente mórbido que um tipo chamado Coffin (“caixão” em inglês) substitua um gajo que morreu, mas isso é lá com eles. Desde que ele toque como toca até podia chamar-se Cátia Vanessa.

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