O ponto fraco de um computador fica entre a cadeira e o teclado

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Mentira, mas vamos esmiuçar isto. Como posso eu trabalhar com uma ferramenta tão complexa como um Toshiba em ambiente Windows se não a conheço a fundo? Como posso eu conhecer tão a fundo os intrincados mecanismos de um computador se o meu trabalho é outro; se o meu tempo está destinado a outra actividade? Uma tecnologia com mais de 50 anos e ainda ninguém criou a máquina perfeita – ou o sistema perfeito -, que seja só preciso ligar e desligar, e que nesse entretanto possamos executar as mais diversas tarefas como ver um filme, criar uma projecção tridimensional de um edifício, tratar fotografias no Photoshop, gravar uns CDs de música para o carro, conversar com os amigos no chat e visualizar a caixa de e-mail; sem andarmos a migar a mioleira a instalar programas, codecs, plugins e mais o raio que os parta. A resposta mais óbvia a esta questão não está na falta de inteligência do utilizador, mas sim no excesso de ganância dos fabricantes e distribuidores e, em contraponto, na soberba dos geeks esquerdalhos que minam o território dos primeiros.

Sim, o Linux é muito bonito e fiável. Inclusivamente já me safou de uma ou duas embrulhadas provocadas pela corja da Microsoft. No entanto, quantos plugins – e quais –  tenho eu de instalar para poder o software técnico que uso todos os dias?

Todos querem que usemos os seus produtos – tanto os capitalistas como os revolucionários – e tendo uma máquina feita por um gajo não podemos usar a aplicação feita por outro, mesmo que seja assumidamente melhor. (nem se contempla aqui a ascorosa existência dos adwares e afins). É tudo “user friendly”, de simples utilização, sem falhas, anda que nem um Mercedes e mais não sei o quê. Só que isso é lá na redoma laboratorial deles (fabricantes) e tendo como utilizadores gajos de óculos de tartaruga que nunca viram uma mulher nua a três dimensões. Eu, que vivo no mundo real, tenho que aguentar essas merdas todas porque senão não há trabalhinho para ninguém.

Há um problema? Formata-se o disco. Instala-se o Windows (oops, deu erro de leitura do CD… começa-se de novo) e o software orgânico necessário (onde é que tenho as drivers da placa Wireless?). Instala-se o software de trabalho (ora bolas, não é compativel com este Windows… recomeça-se mas desta vez com WinXP). Instala-se o software de lazer. Instalam-se os codecs (qual é o codec para DVD?). Dois dias depois o computador está como novo, se não contarmos com o tempo que a máquina passa a reiniciar.

Portanto, o ponto fraco de um computador fica, isso sim, algures entre a refinaria de petróleo e a loja.

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