Das Autárquicas

Wayne, John_01

Resumo: muita gente, mas não a maioria obviamente, quer a CDU fora do Munícipio. Uns não sabem bem porquê, outros sabem mas também não possuem o tacto suficiente para fazer mossas a 30 anos de calo autárquico. Não é de 4 em 4 anos que se faz oposição. A oposição faz-se todo o ano e por razões legítimas, não só porque sim. Integrei as listas da CDU para a Assembleia Municipal (ou foi de freguesia? Tanto faz, estava em lugares que só os 100% me daria o lugar) e sei que a CDU não é perfeita, que o executivo camarário não é perfeito, opinião que já fiz chegar às instâncias de direito. Mas mesmo que não estivesse de braço dado com a CDU, estaria ao seu lado. À frente da “minha” terra quero gente que eu conheça, gente que não faça mais porque não consegue, gente que explique o porquê de não fazer mais, gente que fale com a população. Quero gente que conheça as suas gentes. Ponto. O que vi nos últimos quize dias foi uma tentativa de oposição marcada pela boçalidade e falta de senso comum por parte de alguns apoiantes e campanhas eleitorais muito pobres por parte dos partidos per se, incluíndo a escolha dos cabeças de lista. Ganhou a CDU por larga margem e ganhou muito bem. Como ouvi hoje a uma sexagenária do interior beirão “uns comem, e os outros também querem comer”. É este o retrato perfeito das eleições autárquicas no nosso Portugal. As autárquicas mexem com íntimo das pessoas quase a um nível primal, tribalesco mesmo: afinal de contas está-se a decidir quem vai gerir practicamente a nossa casa e todos querem ser o macho alfa da manada. Por qualquer razão, seja porque também querem comer da inesgotável gamela do estado, seja por razões legítimas relacionadas com opiniões em conflito, aparece sempre alguém com o estandarte da mudança, achando que faria melhor do que qualquer outro. O problema surge quando alguém se presta a ouvir esses arautos da mudança, mesmo não havendo soluções concretas, apenas conceitos vazios sem qualquer “como” ou “porquê”. Pelos vistos, 67% dos arraiolenses acha que a mudança não traria nada de novo, a não ser novos nibs à folha de pagamentos municipal. E eu estou com eles.

* * *

Nota do Autor: a imagem acima reproduzida não pretende ser nenhuma referência ao famigerado tiroteio que vitimou uma pessoa numa assembleia de voto – nem conheço os pormenores do evento. Simplesmente achei que era a imagem perfeita para ilustrar este post.

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