John D. Barrow, o iluminador

jdbGraças a este individuo com cara de contabilista do Cheers, tenho navegado todos os dias, por volta da 1.00 da matina, nos tortuosos meandros da física em todo o seu espectro. Das equações quadradamente rígidas de Newton às infinitas possibilidades filosóficas e científicas da quântica. Agora, depois de vários anos de de notas sofríveis a Fisico-Química, percebo finalmente as leis da termodinâmica, a relatividade restrita, a teoria quântica da matéria, até mesmo o Paradoxo EPR, sobre o qual ainda irei escrever um artigo para que fique tudo muito bem explicadinho e cristalizado. Claro que, se estes quase insondáveis mistérios da Natureza fossem mostrados durante o tempo de escola através da linguagem falada, ao invés da matemática, por quem percebesse o suficiente para poder falar sem reservas, escusava de estar a papar o canhenho do Barrow. Obviamente a matemática é a única linguagem universal com que os cientistas podem comunicar sem más interpretações ou perdas de informação, mas para um miúdo de 16 anos a física quântica, por exemplo, com todas as suas aplicações de neutrões e tamanhos infinitesimais é simplesmente uma coisa impossível de visualizar, ainda para mais se estiver constantemente a relacionar esses conceitos com equações matemáticas. Quem ensina, mesmo que saiba bem do que fala, não se coloca no lugar daquelas mentes em desenvolvimento e por isso há cada vez menos interesse e curiosidade por parte dos alunos nestes assuntos. Em resumo: a física, pelo menos ao nível das fundações, devia ser falada e discutida. Devia haver a hipótese de um determinado aluno reflectir sobre a segunda lei da Termodinâmica e discordar, ainda que estivesse errado. Depois, quando estivesse tudo muito bem consolidado, passaria-se então para a linguagem matemática. No fundo é o que fazemos todos quando aprendemos a ler e a escrever, certo? Por mim, agora estou no percurso inverso: a entender, por fim, as dezenas de conceitos, leis e teorias cujas equações me fizeram desesperar durante uns 3/4 anos de secundário. E agradeço ao senhor do penteado foleiro.

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