O Grande Colisor

Parece que é neste fim-de-semana que alguém em Genebra vai carregar no enorme botão vermelho com as letras “START” que pertence à maquina pictorizada ali em cima (reparem no corajoso senhor que está no centro da imagem). Depois de mais de um ano de reparações e tuning, o canhão mais potente do mundo está preparado para começar a disparar as munições mais pequenas do mundo: protões. Primeiro serão disparos a baixa energia (450 biliões de electrões volts) para calibrar a coisa, depois virão os disparos a sério onde os cientistas esperam ver, por entre os estilhaços das colisões, as respostas para os actuais grandes mistérios do Universo. Teorizar que existe uma partícula que gere a massa das outras partículas subatómicas e que possui a sua própria antipartícula é relativamente fácil, Higgs, mas primeiro que se consiga encontrar o raio do bosão é uma carga de trabalhos. Todavia não é só o fugidio bosão de Higgs que ocupa os sobredesenvolvidos cérebros dos físicos contemporâneos. Esperam também encontrar as desconhecidas dimensões espaciais previstas pela Teoria das Cordas e as suas variações – segundo as quais temos não quatro, mas sim 26 (!) dimensões no máximo – e mais uma série de outas coisas com Antimatéria, Supersimetria e Energia Negra no nome.

O Bosão de Higgs

Também chamado “A Partícula de Deus”, foi previsto por uma série de pessoas em 1964, entre as quais estava um tal de Peter Higgs. É a única partícula prevista pelo Modelo Padrão – uma espécie de Guia Michelin para quem viaja pelos meandros subatómicos – nunca observada. Para ficarem com uma ideia do quão complexo é o mundo das partículas subatómicas previstas pelo Modelo Padrão, posso adiantar-vos que são mais de 40 e possuem nomes como gluões, muões, taus, quarks, ou mesmo quarks estranhos e antiquarks estranhos, tudo dividido em duas classes: bosões e fermiões. Ainda voltando à Maddie McCann dos bosões, crê-se que o dito bosão tem um importantíssimo papel na origem da massa de outras partículas e especialmente na diferença entre o fotão, que não tem massa, e o bosão W que é um superpeso-pesado. Ora, estas questões de massas e electromagnetismos são o que permite à matéria macroscópica existir, portanto, enquanto não encontrarmos o engenheiro subatómico de todas as partículas do Universo – alegadamente o bosão de Higgs – nunca teremos em nosso poder o verdadeiro segredo da matéria.

Porém, muitos físicos teóricos são da opinião que o segredo da matéria não se esgota no bosão de Higgs, muito pelo contrário: a descoberta do estranho bosão levantará ainda mais perguntas do que as que responde e levará a Física para outro patamar, depois de Newton, Einstein e Higgs, e assim sucessivamente.

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