O maior punheteiro musical: Dub FX

Chama-se Benjamin Stanford, normalmente tem como palco uma qualquer praça de qualquer cidade, e usa como único instrumento a sua própria voz sintetizada, trabalhada, por um processador de efeitos Roland, igual ao que qualquer guitarrista tem ou deseja. E é um punheteiro porquê? Ora, porque sozinho faz tudo: propaga o ritmo, estiliza a melodia e canta. Bem sei que isso não é nenhuma novidade, o Legendary Tiger Man é a prova viva disso, a questão é que o Benjamin, ou Dub FX, como é conhecido, usa somente a voz que os genes dos paizinhos lhe deram. Uns toques de beatbox, um pedal accionado em loop e temos um ritmo. Pontilha-se o ritmo com umas vozes em côro ou uns scratches e depois é só cantar por cima para a música ficar completa.

Não que o tipo seja um verdadeiro génio, ou faça alguma coisa antes impensável. O que admiro nele é o facto de ter conquistado a sua própria liberdade criativa às suas custas, só com a voz, um Roland e um sentido rítmico infalível. O estabelecimento de um território de perfeita liberdade criativa é o que todo e qualquer artista deseja. Há quem nunca chegue lá, há quem o consiga com muito suor e lágrimas, e depois há pessoas a quem esse território de liberdade criativa surge naturalmente, sem grande esforço, apenas com uma ideia simples e alguma dedicação e concentração. Parece-me que Dub FX pertence à última hipótese. Vede e ouvide. Link.

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