Viu-se e recomenda-se: A Scanner Darkly

Não é um filme arrebatador. A história não é nova – principalmente para quem leu o romance de Philip K. Dick -, nem os desempenhos dos actores são algo nunca visto. Nova droga introduzida nos mercados do narcotráfico, toxicodependentes estropiados mentalmente, conspiração, vigilância além de qualquer coisa razoável por parte do Governo e contra-conspiração. São estes os principais tópicos, e nenhum deles é novo. Além disso, ninguém me tira da cabeça que a “revolucionária” forma de mostrar o filme, um filtro que imita os traços manuais da BD, só foi usada por causa do fato high-tech que os bófias que andam infiltrados usam: se optassem por mostrar o fato em imagem “real” ia ser um berbicacho à antiga.

Ainda assim vale muito a pena ver o filme. Seja pelo alucinado do Cochrane (Tim Speedle nas primeiras séries de CSI Miami) que vê bicho em tudo quanto é lado; seja pelo alucinado do Downey Jr. que tem a mania que está no MIT e não num subúrbio americano; seja pelo alucinado do Reeves, que está dividido entre o facto de ser bófia, drogado e estar apanhado por uma gaja que não deixa que lhe toquem (Winona Ryder). Os diálogos são qualquer coisa de quase fenomenal e admito que o desfecho é interessante. Não deixo de pensar que, estando nós num Mundo à beirinha da ruptura social e económica absoluta, estas histórias chegam a ser plausíveis. E até o tal filtro de imagem sabe bem. Ide e vede.

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