De prateleiras e taças (actualizado).

O Sporting Clube de Portugal tem um historial (pouco) invejável no que a sub-rendimentos de jogadores e mau posicionamento diz respeito. Já aqui tinha dado umas lições a Bento sobre como improvisar um losango com os marretas que tem, mas ele não quis saber. Agora Carvalhal, que quer fugir do losango a sete pés, percebeu que a transição tem de ser mais lenta do que esperava. Carlos, pá, os rapazes jogaram 4 anos naquele esquema, querias que assimilassem outro de um jogo para outro? Para isso é que serve a pré-época, certo? A questão é que mesmo com o losango nem tudo está perdido à partida. Vamos ver um pequena lista dos jogadores menos utilizados: Matías, Pereirinha e o burro do Djaló. O primeiro é um ás da bola, e já tivemos alguns vislumbres do que pode vir a fazer num esquema táctico mais perto de uma linha do que de um losango. Claramente esta época está dada aos bichos, Matías. Faz o que conseguires com o tempo que te derem. e remata mais. O segundo é um verdadeiro regalo quando joga na extrema direita. Então, porque raios não joga mais, Carlos?! Em vez de inventares um Veloso a extremo porque não aproveitas o que tens? O mesmo serve para Yannick. Um verdadeiro burro a avançado, mas a extremo, cheio de velocidade e poder de remate e cruzamento, pode dar bastante jeito. Adrien vai ser um sucessor à altura de Veloso, mas repara, Carlos, que disse “vai ser” e não “é”. Tem calma com o rapaz. Outro que faz bastante falta, sempre, mas talvez esteja a acusar algum desgaste psicológico e faziam-lhe falta umas semanas de banco, como suplente utilizado, claro, é Moutinho.

E se gostas tanto de inventar, porque não fazes um jogo  com Vukcevic ao lado de Liedson ou de quem lá estiver? Só para experimentar. Recordo que na época passada marcou 11 golos enquanto substituiu Liedson. Não será razão suficiente para explorar essa hipótese? Claro que no ataque o problema é de outra Natureza: há muita concorrência. Saleiro tem sido competente. Postiga tem sido esforçado. Liedson tem sido o normal. Pongolle é uma promessa. Quanto a este tenho que fazer mais uma ressalva. Bem sei que o homem pode ser um bom extremo se puxarem por ele, mas não puxes, pá. O gajo é mesmo bom é a fazer golos e cada vez que foi atirado para o banco foi por não render muito a extremo, ou por ter a concorrência de Forlán e Aguero. Ora, não há nenhum desses no Sporting, portanto o lugar dele é à frente, coladinho aos centrais adversários.

De Pedro Mendes não falo. Estou curioso. Além do mais isto não é uma lição de táctica, longe de mim. É uma espécie de relembrança do que tens na prateleira e não tens aproveitado.

* * *

Estamos no caminho certo de uma equipa de futebol – há meses que os sportinguistas não viam o seu clube a jogar a modalidade – mas o campeonato ardeu. Contenção de danos. Tentemos não ficar abaixo do quinto. Apostemos nas taças. Ainda estamos em três e hoje joga-se uma. Todas as baterias apontadas às taças. Duas dessas ainda me estão atravessadas: uma perdida por Peseiro em Alvalade frente ao CSKA, e outra surripiada alarvemente a favor do Benfica. Se as trouxéssemos para casa, Carlos, serias um verdadeiro herói entre heróis.

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