Diz que o Tapete anda à solta.

Por estes dias, como se sabe, o tapete de Arraiolos saiu à rua. Sacode o pó e apanha um pouco de sol que nem sempre faz mal. Este ano anda frouxinho, o gajo. Chega a haver mais tapetes (daqueles caros) na rua do que pessoas. Será do cartaz musical pouco apelativo? A moda da Carminho e a sempiterna choradeira de Mafalda Veiga já fizeram o que tinham a fazer; seguem-se os Oquestrada e aquele mocinho que fazia parte do júri dos Ídolos, um tal de Laurent Filipe. Vou ver pela curiosidade. Entre as supracitadas meninas e os outros dois haverá a mais uma dose das bandas do concelho, covers e tradições para encher chouriço que isto anda mau de orçamento. A Feira do Livro – meia responsabilidade deste sempre vosso escriba – está mais forte do que dá a entender; parece que a crise é boa para a cultura. De louvar é a tasca semi-medieval instalada no jardim, paredes meias com a tal venda de cultura a metro. Um gajo senta-se naqueles rijos bancos de madeira e só descola o traseiro por força das necessidades mais básicas, ou simplesmente por pura inanição alcoólica. Não nos esqueçamos dos arraiais, performances, peças de teatro, exposições e até uma passagem de modelos em cartaz. Esses também dão um colorido engraçado, mas falaremos mais a fundo de algumas noutro capítulo. Um colorido que ainda não vi foi uma boa sessão de porrada. Todos os ingredientes já foram misturados, mas ainda não reagiram. Até nisso anda tudo frouxo.

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