Vai & vem na mesa de cabeceira

Ler Gogol é sempre um prazer. Quer sejam os pequenos contos como O Capote, O Nariz, ou mesmo o brilhante Diário de um Louco, quer sejam as obras de maior envergadura como é o caso desta Almas Mortas. Muito haveria a dizer sobre esse satírico romance se a este vosso humilde escriba lhe sobrasse vontade, mas dado que simplesmente não lhe apetece transportar esses dispensáveis conhecimentos wikipedianos para aqui, nem a isso é obrigado por força do regime ditatorial inerente a um blog, basta dizer que Gogol era um gajo perspicaz, com eles no sítio – o que se diz no Almas Mortas poderá chocar qualquer czar ou mesmo qualquer  funcionário público mais sensível – e o “Almas” é algo que fica muito perto de um adjectivo que se dá pelo nome de inefável. O modo directo como Gogol trata o leitor, assumindo plenamente o papel de autor nessa relação dicotómica, é delicioso. As caricaturas e sátiras que evoca são igualmente encantadoras. E pronto, é ler que vale a pena e não perde nada se o fizer.

A seguir, sem qualquer tipo de intervalo para xixi ou anúncios a protectores solares, segue-se este marmanjo, que, diz-se, chegou a andar com Gogol na primária.

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