Mesa de cabeceira

De Caim, digo apenas que é um livro que vale a pena ler. Saramago vale sempre a pena e Caim não é excepção. Realmente é tão provocador como J.S. fez anunciar na apresentação do dito livro. É provocador para quem se deixa provocar, porque no fundo é apenas um excelente exercício criativo baseado na eterna premissa “e se…”. Sim, claro, deus – em minúscula, sempre – é insultado e também ele provocado por caim, que não consente de ânimo leve as atitudes do todo-poderoso no que respeita às provações e trabalhos com os quais ele, deus, na sua infinita sabedoria, testa a fé dos homens, e tenta com todas as suas forças de criatura terrena sabotar todo esse divino trabalho e mostrar à Humanidade que deus sem o Homem é menos do que o Homem sem deus. Portanto é isto, Caim vs Deus, segundo Saramago ganha o primeiro. Atenção, Caim não é uma obra prima como as que Saramago nos habituou: parece uma história quase escrita por encomenda, escrita de um sopro; e é também num sopro que se lê. Portanto, leia. Se a crise o impede de ir já uma livraria, não se preocupe. A Biblioteca Municipal de Arraiolos pode emprestar-lho.

Entra em cena O Homem Que Era Quinta-Feira, de Chesterton e por enquanto está a ser bastante agradável, se bem que o enredo parece tão previsível como as tácticas do Queiróz. Depois conto.

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