O Tapete já voltou para casa

No fim de contas o Tapete que estava na Rua molhou-se, porque é isso que acontece a quem anda à chuva, e nem o facto de se realizarem por estas bandas as típicas marchas e arraiais populares ajudou a que o S. António desse uma palavrinha a S. Pedro: consta-se que estão desavindos desde o ano passado em que o primeiro atirou uma sardinha assada à cabeça do segundo por causa de um discussão do tipo “o meu arraial é maior que o teu”.

Ora, com a chuva, mudaram-se os espectáculos para o Pavilhão Multiusos, que como o nome indica, é barraca para todo o serviço, e provou-o: marchas populares, desfile de moda, concertos e bailes, coube tudo lá dentro e mais viesse. De lamentar foi o facto de a taverna medieval ter ficado sem uso nem clientela. Nem tudo funcionou bem sem chuva e ficou ainda pior quando chegou, mas isso são contas para os organizadores do evento fazerem, que eu pouco tenho nada a ver com isso.

Mais um ano de Tapete na Rua que lá vai, e uma questão para reflexão dos organizadores: o estado de graça da iniciativa acabou este ano, como se provou pela fraca afluência de gentes de fora. Não estará na altura de subir a fasquia? Não falo só em termos de cartaz e atracções (tudo muito fraco este ano), falo também em termos orgânicos. Uma coisa desta envergadura necessita de muita comunicação e por vezes de tomadas de decisão rápidas e sem espinhas. Pois não vi nada disso, mas vi os os efeitos que essas falhas provocaram e não foram bonitos.

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