Momento Mário Augusto:

Apesar de não parecer, este vosso humilde escriba não vive só de futebol. Também vive da sensação ligeiramente extra-corpórea oferecida pelo visionamento de um bom filme ou de uma boa série de televisão. Lancemo-nos sobre o último caso, então. Se o caro leitor anda à procura de uma série de televisão que não seja aborrecida, que cada episódio seja diferente do que o precedeu; se anda à procura de uma série em que o enredo seja consistente e o deixe boquiaberto ao virar de cada esquina, em que cada peça aparentemente sem importância se revela mais à frente dotada de um protagonismo vital; se anda à procura de uma série que contenha a mistura ideal de tiros, choradeira e gajas de voluptuosidade elevada, tudo muito bem mexido e servido com uma implícita sensação de que pode acabar tudo a qualquer momento mas, ou por pura sorte, ou por talento de alguma personagem, ou por mudança de ideias de outra, ainda não vai acabar, mantenha-se atento. Claro que se o caro leitor for uma daquelas pessoas que sobem para cima das mesas em pânico ao ouvir a expressão “ficção científica”, esta série não será a mais indicada para si. Battlestar Galactica não é uma série de ficção científica. É muito mais do que isso mas requer alguma abertura de espírito. Afinal de contas trata de um grupo de sobreviventes de um ataque nuclear à deriva no espaço sideral, ataque esse perpetrado por uma espécie de robôs criados por eles mesmos. Só que nem os Cylons são robôs, nem os humanos andam completamente à deriva pelo espaço. Cada Cylon é um individuo com a sua própria personalidade e motivações, com excepção dos centuriões que são apenas soldados, e têm mesmo uma forte crença num Deus omnipotente e omnisciente que nunca viram mas que acreditam que lhes fala em sonhos. Já os humanos, andam em busca de um determinado planeta para onde viajou uma das suas 13 tribos muito antes de existirem sequer Cylons. Esse planeta, segundo reza a lenda, chama-se Terra. No meio disto há traições, amores interraciais, conflitos teológicos (os humanos são politeístas e adoradores dos deuses do Olimpo), rebeliões de um e outro lado, grandes batalhas espaciais e principalmente uma ideia que flutua no ar como um miasma quase invisível: humanos e Cylons não são assim tão diferentes.

Outra coisa gira que vai andar por aí não tarda muito é o Machete. Do realizador Robert Rodríguez, Machete assume-se como um filme de acção dos anos 80 mas em bom. Danny Trejo, outrora o pior entre os piores inimigos de todos os Chuck Norris, Steven Seagals e qualquer herói cinematográfico dos 80 é o protagonista. Ainda há Michelle Rodríguez de pála no olho, Jessica Alba, Robert De Niro, Lindsay Lohan, Cheech Marin e, prepare-se… Steven Seagal! Ah, espere, ainda tenho outra surpresa: Don Jonhson! Bem, não se ria, isto é muito sério. Veja o trailer para perceber o que quero dizer com o “não se ria”. Aposto que nunca pensou que o intestino delgado fosse tão útil.

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Um pensamento sobre “Momento Mário Augusto:

  1. Bom gosto amigo 🙂

    Já acabei de ver Battlestar Galactica à uns meses e gostei muito. Nunca fui fã da famosa Star Trek, nem Stargate nem nada nessa onda, mas esta foi capaz de me prender desde o início até ao seu término sem qualquer quebra de interesse.

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