Zebra Crossing

Aproximei-me das passadeiras semaforadas com a calma do costume. Vermelho, algum tráfego, esperámos então. Um velhote, bem vestido há 20 anos atrás, chegou logo depois e, com um olhar rápido, lançou-se temerariamente à zebra esparramada no alcatrão ignorando os protestos do sinal proibitivo e o autocarro que acelerava da direita. “Calma, jovem, não te resta muito tempo mas a frontaria de um autocarro é sempre de evitar”, pensei eu para mim mesmo. Acabou por atravessar muito antes do dito machibombo. Surpresa minha, ainda mal refeito do susto, quando o vi entrar no adro da igreja mais à frente e ser cumprimentado por Sr. Vigário. “Qual temerário, qual quê… Com cunhas lá em cima também eu atravessava assim as ruas”, pensei eu para mim mesmo outra vez enquanto abanava a cabeça.

Um pensamento sobre “Zebra Crossing

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