Battlestar Galactica: muito, muito mais que uma série

Quatro temporadas que acompanham de uma forma assombrosa a odisseia da Frota Colonial pelo Universo, ora a fugir do império Cylon, ora em busca de um poiso capaz de sustentar vida. Durante essas quatro temporadas, sessenta e tal episódios, mais de 2700 minutos de vida, exultei com as improváveis conquistas de William Adama, festejei cada vez que Kara “Starbuck” Thrace abatia um Raider Cylon, chamei nomes à casmurra da D’anna e ao seu contraponto Cavil, bati na mesa a cada mudança de ideias da Sharon “Boomer”, apeteceu-me tanto matar Gaius Balthar como abraçá-lo, arrepiei-me com a abnegação do Coronel Tigh, de Galen Tyrol, de Ellen Tigh, e em especial de Sam Anders, quase chorei com os dramas da Presidente Laura Roslyn e de todos os outros tripulantes da Frota, e mesmo a Velha Senhora Galactica embargou-me a voz quando, já perto do fim, se dobrou sobre o seu próprio peso mas nunca colapsou. Nem Galactica, nem Homem, nem Cylon, estavam preparados para colapsar tão perto do Génesis. Nem a Falcão Milenário, nem a Enterprise, sofreriam tantas provações e conseguiriam ainda assim levar a Humanidade para casa depois de uma luta tão acesa, com tanta dignidade. Para um novo começo.

Humanos contra Cylons. Cylons contra humanos. Humanos contra humanos. Cylons contra Cylons. Humanos e Cylons, juntos, como um, contra Cylons. No fim, as redenções, as contrições, as punições, os louvores e a conversa entre Balthar e Seis, na Terra, em pleno século XXI, 150.000 anos depois do primeiro Raptor da Galactica aterrar: tudo o que aconteceu acontecerá de novo, mas a repetição infinita da mesma equação criará uma alteração, mais tarde ou mais cedo, e a partir daí tudo será diferente. Veremos.

Se ainda não viu não sei, a sério que não sei, do que está à espera.

(clicando na imagem terá acesso a um bonito wallpaper)

4 pensamentos sobre “Battlestar Galactica: muito, muito mais que uma série

  1. Percebo-lhe perfeitamente. Fui grandissimo fã da série nos anos 80, onde desenhava as naves nos cadernos da escola. Era doido pela série, onde mesmo chegava a ter pesadelos com as luzes dos cylons..
    hoje, ainda n vi a série, mas tb percebo como algumas irão-nos acompanhar até ao fim, marcam-nos. Tenho duas que de facto estão cá dentro.
    cumprimentos

  2. Sem dúvida esta vai seguir-me durante muito tempo. Não haverão pesadelos com os Cylons, porque no fim nem eram assim tão maus, mas frases como “Set condition One troughout the ship”, “So say we all”, “Get us out of here, Mr. Gaeta” e “FTL Drive is ready, sir” vão fazer parte do meu vocabulário mais geek.

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