Vá um bocadinho de Física: o Paradoxo EPR

Sabia que é possível duas partículas distintas separadas no espaço poderem influenciar-se mutuamente? Antes de mais, apresento-lhe o Entrelaçamento Quântico.

Imagine uma máquina que dispara bolas de ténis para duas direcções distintas e que, em algum ponto dos dois caminhos, estão dois observadores distintos preparados para medir a rotação de cada bola. Nenhum dos dois sabe sobre qual dos eixos vai incidir a medição do outro, mas o resultado será invariavelmente o inverso. Se a Joana mede X na bola A, o João vai medir -X na bola B, com 50% de chances de acertar no eixo que a Joana mediu, claro. Mais importante ainda: se a rotação da bola A for alterada por qualquer processo o mesmo acontecerá com a bola B no sentido contrário. E vice-versa. Diz que é certo como o destino. Claro que isto é um exemplo atabalhoado, mas não queria maçá-lo com palavras como electrões ou fotões.

Um dos problemas nesta teoria é o “facto” de que nada pode viajar mais depressa que a luz, nem um Ferrari, nem qualquer tipo de informação, daí a expressão “paradoxo”. Assim, a ser verdadeira esta teoria, as partículas teriam de estar ligadas de alguma forma através de um mecanismo desconhecido – entrelaçadas, portanto -, outra teoria a que quem percebe destas coisas mas não faz ideia da resposta concreta chama Teoria das Variáveis Ocultas. É possível, teoricamente, mas nunca se observou nem experimentou.

As aplicações filosóficas e tecnológicas do Paradoxo EPR e do Entrelaçamento Quântico são infindáveis. Para começar, assim em jeito bardajão, podemos assumir que algures no Universo há um Manuel Luís Goucha completamente heterossexual a partir do momento em que o seu congénere terrestre levou na bilha pela primeira vez. Compreende melhor agora?

A hipótese do Paradoxo EPR foi levantada por Einstein, Podolsky e Rosen em 1935 como um ataque às fundações da Mecânica Clássica, em defesa da Mecânica Quântica. Diz-nos, sobretudo nas entrelinhas, que para passarmos ao próximo nível de conhecimento teremos de ter as portas da imaginação completamente escancaradas.

É importante notar também que essa Teoria foi formulada seguindo unicamente a imaginação e o raciocínio lógico, já que em 1935 dificilmente se arranjaria uma calculadora que desse o Pi à décima segunda casa decimal. Einstein, Podolsky e Rosen, nas suas pequeninas cabeças de humanóides, sintetizaram e concentraram todas as forças do Universo e saíram-se com esta.

Obrigado pela atenção, boa noite.

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