Late Afternoon Blogs: Bibliotecário de Babel

A angústia da folha em branco

As palavras iniciais de um texto são o seu big bang, o momento em que a matéria começa a existir e a povoar o vazio. «No princípio era o Verbo», diz a Bíblia, falando da criação do mundo. Os escritores, assumam-se ou não como demiurgos, também sabem o que isso é. Tanto o primeiro verso de um poema, aquele que alguns crêem ser oferecido pelos deuses, como a primeira frase de um romance são a porta que dá para a escrita. É preciso, porém, inventar essa porta. Antes dela, há o nada, há o famoso abismo da página em branco. Um abismo que tanto fascina como paralisa. Ou não? Será o dilema da página em branco apenas um mito romântico, arcaico e ultrapassado? Fará esta ideia algum sentido para os autores que escrevem hoje, já não em folhas virgens, já não em luta com a sua caligrafia, por entre borrões de tinta, mas nos processadores de texto dos computadores portáteis? (…)

José Mário Silva in Bibliotecário de Babel

Leia o resto do texto clicando aqui. Se por outro lado não quiser ler o resto texto clique aqui. É possível que já tenha tropeçado nele (no texto) se costuma ler a revista Única do Expresso.

2 pensamentos sobre “Late Afternoon Blogs: Bibliotecário de Babel

  1. Gosto mais da citação de Da Weasel “No princípio era o verbo, a palavra e depois a rima/que provocou reacções como se fosse uma enzima.” x)

    Mas sim, a ideia de José Mário Silva nesse excerto (sim, não li o resto) está bem certa!

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