The National e Arcade Fire são uma treta

The National, Arcade Fire e mais uns quantos sucedâneos têm um bom gosto incrível. Era capaz de ser amigo deles; trocar CD e livros, irmos jantar e beber o nosso peso em vodca, mandar-lhes e-mails parvos e até, quem sabe, dar-lhes nalgadas com a toalha enrolada no balneário depois de um jogo de futebol. Com tanto bom gosto junto sermos amigos seria fácil. Os gajos apanharam na melhor música dos Oitentas – e olhem que não era fácil apanhar música boa nessa altura -, multiplicaram-na e chegaram mesmo a elevá-la à potência máxima. O problema é que a música boa nos anos 80 era como o caviar: realmente boa, mas só era verdadeiramente especial porque escasseava.

Assim, The National, Arcade Fire e sucedâneos são conjuntos musicais detestáveis porque banalizaram coisas especiais. Imaginem o que aconteceria ao caviar se houvesse cardumes imensos de esturjão em qualquer ribeiro. Nem vou entrar pela onda do “este tipo de música já foi feito e eu se calhar até fui feito ao som de coisas parecidas”. Sempre houve revivalismo, não é isso que está em causa porque há lugar para todos. Mas irrita-me achar que estou a ouvir David Bowie e afinal são uns putos ramelosos que acabaram de lançar o primeiro álbum.

Já as músicas, essas são muito boas. Tal como disse: apanharam na música boa e multiplicaram-na. Avé.

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