No fundo é só garganta

Num dia acordo com a notícia de um trinta-e-um armado nas Coreias e exulto! Caraças, tu queres ver que aquilo finalmente se dá? Afinal não. Nem sequer ouvi grandes dissertações sobre o assunto – o Nuno Rogeiro nem sequer apareceu a dizer “em 2005, já eu tinha avisado que…” -, nem cheguei a perceber o que se passou realmente. Aposto no costume, Jong Il carregou outra vez no botão vermelho e fingiu ser sem querer. Até o imagino a rir sorrateiramente depois do pedido de desculpa; que alguém tropeçou no fio errado ou que tinha visto um perigoso disco voador extraterrestre a sobrevoar Seul.

Hoje dou com a Greve Geral. Ui. Até mete medo, caraças. Tudo na rua a bradar a revolta a quem os quiser ouvir. As palavras de ordem, os megafones, as faixas, as marchas, as geleiras com minis e demais petiscos que a luta não se faz de barriga vazia. É impressão minha ou hoje em dia já se dá tanto valor a uma manifestação ou greve como aos petardos que a Coreia do Norte atira para a do Sul? O ideal, vendo daqui, seria uma nova abordagem, algo entre uma greve geral e uma guerra civil sem a mortandade. E porque não seguir a ideia de um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos e sacar o nosso dinheiro do banco? Só assim por uns dias a ver o que acontecia, sejam 10.000 euros ou os meus 46 cêntimos. Ainda se ririam os gajos do capital se toda a gente fizesse isso? Ainda se riria o gajo do cabelo branco? Ainda se riria o narigudo? Duvido.

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