De vampiros e ínsones

Voltas e reviravoltas na cama. O desassossego. O desesperante barulho do silêncio. Nada bule no mundo, mas ali, naquele quarto há uma alma em permanente inquietude. O sono invade como Napoleão. Todavia uma pequena linha defensiva impede-o de conquistar plenamente a Consciência. A própria rende-se, suplica ao invasor que acabe com o cerco e a assalte de uma vez. Rapidamente e sem dor. Porém, aquela ténue mas resoluta defesa permanece impenetrável. Como Torres Vedras adjuvada por Wellington, não cairá tão facilmente.

Deixei de lutar contra essa defesa e a favor do sono. Agora, ao mínimo sinal de resistência levanto-me e prossigo como se tivesse acabado de acordar. Café, cigarro e computador. Há coisas que se querem feitas e textos que se querem escritos – não sendo este o caso, pois está a ser escrito às 16.46, numa cinzenta manhã de Outono. Os dias ficam curtos, mas nesta época do ano, neste particular hemisfério, é a noite que domina o dia. No entanto, e sem razão aparentemente explicável, mantenho o meu horror à alvorada: ao primeiro raio UV é chichi-cama e dormir à pressa porque o sol abala rápido.

Eu, convertido noctívago me assumo.

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