Ensitel: nem toda a publicidade é boa

Um tipo entra numa loja da Ensitel e compra um telemóvel. Chega a casa e afinal parece que não está a funcionar como devia.O telemóvel, não o tipo. Volta à loja para trocar o equipamento, mas dizem que há um risco no ecrã e que não há pão para malucos. Voltas e mais mais voltas, o regresso à dita Ensitel porque não há mesmo nenhum risco no ecrã, ah, mas agora há um na tampa da bateria. A criatura fica com o telemóvel aleijado nos braços e a loja descarta-se de qualquer responsabilidade. Mas alto lá, pára tudo. A pessoa em causa é uma blogger influente sem quaisquer reservas em apontar o dedo quando deve ser apontado. A epopeia cresceu de mãos dadas com a indignação solidária e uma busca por “Ensitel” no Google dá uma ideia do tamanho da coisa. Eu vou na marcha, com uma t-shirt da Phone House, um boné da Sony Ericsson e o cartaz “Ensitel significa Satanás em sânscrito”. Agora a empresa quer que a Maria João apague os posts que escreveu sobre a situação. Está bem abelha. Liberdade de expressão? Qué isso?! Direito à indignação? Pelamordedeus, está tudo maluco ou quê?! Isto é a Ensitel, um golem gigantesco onde a justiça não tem jurisdição.

Mas porque vou eu com uma t-shirt da Phone House e um boné da Sony Ericsson na Marcha Contra a Ensitel? Bem, porque aconteceu que há quase 4 anos, 4 anos, repito, adquiri um bonito Sony Ericsson K750i na supracitada loja. Sem espinhas. Volvidos quase dois anos dirigi-me à loja porque o botão da máquina fotográfica não estava a funcionar como devia. Receberam-me o equipamento, apesar de todas as quedas e trambolhões estarem bem registadas no plástico moído, e o único franzir de sobrolho da minha parte foi pelo facto de não estar disponível qualquer telemóvel de substituição. Sobrevivi com o problema. Passadas 3 semanas uma notificação dizia que o lesionado Sony Ericsson estava de volta à acção depois de uma viagem à Escandinávia e, obviamente, que não tinha de pagar um chavo. Qual não é o meu espanto quando abro o envelope na loja e vejo um K750i novinho em folha! Só que não era novinho em folha, era precisamente o mesmo telemóvel que tinha deixado na loja: não só o botão do disparador era novo, como também toda a carenagem plástica. Excepção feita à tampa da bateria que ainda era a velha. Mas desengane-se se pensa que fiquei desiludido com o serviço. Apesar de essa tampa não ter sido mudada, alguém na Ericsson fez o favor de tapar as arranhadelas e esfoladelas com a boa da tinta. Ainda se notam as antigas cicatrizes pintadas de vermelho ao lado das novas matizadas de cinza claro, mas caramba, quando alguém faz um bom trabalho, mesmo que não seja mais que o seu dever, deve ser aplaudido. E esta história toda da Maria João e da Ensitel fez-me lembrar o meu Sony Ericsson  – que ainda aqui está quase como novo –  e a Phone House, mas ao contrário. Clap clap à Phone House e à Sony Ericsson. Buhhhh buhhhh à Ensitel.

2 pensamentos sobre “Ensitel: nem toda a publicidade é boa

  1. Olá olá! Bom, não tem nada que agradecer. Isto nem sequer chega à sola da verdadeira epopeia, segundo percebi. Blogger influente, pois… Já viu bem as repercussões que teve? Bom, mas pelos vistos as coisas já acalmaram e ainda bem.

    Bom 2011 e boa sorte na compra do próximo telemóvel;)

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