Uma semi-breve sobre as Presidenciais 2011

Quando numa pergunta de escolha múltipla nenhuma das respostas é satisfatória o que se faz? Segundo Occam, um gajo muito dado a pensar nessas merdas e a brincar com navalhas, deve escolher-se a resposta mais simples pois há maiores probabilidades de a escolha ser a acertada.

Por isso o meu voto vai para Fernando Nobre. O homem parece que anda constantemente a tentar perceber o que faz um político em campanha. Não possui a experiência de vendilhão que qualquer um dos outros pretendentes ao trono transborda; não tem qualquer passado político e anda unicamente munido da sua coragem e honra. É, portanto, o único que verdadeiramente arrisca alguma coisa, porque dos outros já se sabe com o que se conta. Um Aníbal que come de boca aberta, trafulha e sonso, que mata os inimigos por aborrecimento; um Alegre que está do lado de quem lhe der mais miminhos consoante a necessidade desses miminhos; um Lopes que, sim senhor, diz que tem a lição bem estudada, mas na verdade concorre apenas para poupar os seus camaradas da vergonha de votar noutro partido. Os outros dois só querem aparecer e servem apenas para espalhar as migalhas dos indecisos. Nenhum quer derrubar o Governo, nenhum sabe conter a crise, nenhum transporta a semente da salvação que resolverá os problemas do Poortugalzito. Digam eles o que disserem.

Nobre não é um político. Se houvesse um curso modular de 50 horas com a temática “Ser Presidente da República” Nobre seria decerto um dos primeiros inscritos, sentar-se-ia na mesa da frente e ainda teria a coragem de pedir os apontamentos ao formador. Nobre não é um político e não precisa dos tachos, dispensa bem as palmadinhas nas costas e por certo recusaria um cargo administrativo em qualquer empresa de construção – não pondo a mão no fogo por ninguém, claro, é apenas especulação. Nobre é um romântico, um Dom Quixote em potência, que achou por bem levantar-se da multidão e dizer-se disponível para dar o seu contributo ao país se o país assim o quiser.

Nobre não é um político e por isso leva com o meu voto.

Um pensamento sobre “Uma semi-breve sobre as Presidenciais 2011

  1. É precisamente essa falta de traquejo que me gera alguma relutância em relaçâo a ele. Goste-se ou não, é uma qualidade ou defeito, dependendo da opinião de cada um, necessária para o cargo. Já os outros têm-no a mais (sem contar com todos os outrsos defeitos).

    Como não me revejo em qualquer dos candidatos, o meu voto vai ser apenas uma mostra de desaprovação ao Cavaco e ao Alegre.

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