Visto e Recomendado: As Aventuras do Barão Munchausen

Com as Aventuras do Barão Munchausen completa-se assim o ciclo Old-School Terry Gilliam que me propus a ver o mais rápido possível. Vá, ainda falta o Rei Pescador, mas para já, Brasil, Os Ladrões do Tempo e este do Barão chegam bem e são deliciosos.

As histórias do Barão Munchausen percorrem o imaginário centro-europeu desde que Karl Friedrich Hieronymus Freiherr von Münchhausen, atenção à pronúncia germânica, por volta de 1790, se lembrou de começar a espalhar trapaças sobre os seus tempos de juventude, quando era um mero pajem de um general russo. Entre essas aldrabices surgem passeios agarrado a bolas de canhão, expedições à Lua, fugas mirabolantes e combates heróicos contra os turcos – sempre os turcos – e até mesmo um estranho salvamento em que se puxou a ele próprio pelos cabelos para fora de um pântano. Escusado será dizer que estas coisas aparecem todas no filme de Gilliam, temperadas a preceito pelo génio do Monty Python. Mais um filme, como é apanágio deste gajo, que é um verdadeiro hino à liberdade de criação e à imaginação pura. Criaturas lunares que despegam a cabeça do corpo transformando-se em deuses e em humanos fodilhões quando as duas peças estão juntas; as fornalhas de Vulcano e o salão de dança da sua mulher Vénus – Uma Thurman em 1988 era uma febra como ainda hoje não há muitas -; os seus amigos de aventuras, cada um com uma habilidade sobre-humana, desde o anão criador de furacões ao atirador que acerta numa moeda a 30 milhas de distância, passando claro por Berthold, um tipo que anda com duas bolas de ferro presas aos pés porque corre demasiado rápido. Ainda há também um gajo tão forte, tão forte, mas tão forte que consegue carregar às costas todo o tesouro do Sultão.

Temos direito também a uma Sarah Polley em versão criança (Splice, Dawn of the Dead, Go), Robin Williams ora um deus, ora um tarado por cócegas e uns segundos de Sting em uniforme de soldado heróico que é executado para não levantar muitas lebres.

Resumindo, este é mais um daqueles filmes em que lhe digo: se não viu, veja porque não fará mal nenhum andar um bocadinho nas fronteiras do impossível.

“This wasn’t just a story, was it?” – Sally Salt para o Barão.

Raramente é apenas uma história, Sally.

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