É a Evolução, filha!

Anda aí um youtubezinho a circular, muito original por acaso, em que duas tipas bem jeitosinhas se lembraram de pôr uma câmara no rabo de uma delas. Tenha calma, homem, foi no rabo mas não tanto. Na verdade foi no rabo das calças, e a intenção era apanhar o incauto heterossexual em plena contemplação dos seus apetitosos glúteos.

Primeiro reparo: há coisas muito mais interessantes para fazer com duas miúdas e uma câmara, e antes de me gritar aos ouvidos a palavra “machista” ou “tarado” leia o resto do texto. Segundo reparo: eu, que sou um grande apreciador das formas femininas tenho por hábito apreciar também a cara que os tipos fazem quando são apanhados a olhar para o rabo de uma miúda. É impagável e melhor que a vista de qualquer rabo. E apanho tantos, credo. O truque é marcar o rabo-alvo, olhá-lo por 1 segundo e depois virar a cabeça para o gajo mais próximo. Nunca falha, ele está a olhar e de repente percebe que você o topou. Se for seu amigo não tem tanta piada, mas se for um desconhecido é coisa para ser embaraçosa quanto baste. Portanto, o vídeo fica um bocado aquém dessa experiência, uma vez que não há a tal awkward punchline.

E agora a verdade sobre esses olhares. Meninas, mesmo que tenham um rabo descomunalmente grande, tisicamente pequeno, simplesmente feio ou verdadeiramente fabuloso, os homens vão sempre, sempre olhar para ele. É puro instinto; afinal só há 100.000 anos é que descemos das árvores. Eu explico melhor: um rabo grande é sinónimo de ancas grandes, e ancas grandes são sinónimo de “boa fêmea para procriar porque tem espaço para ter um bebé ou dois à vontade sem complicações de maior”. Faço-me perceber? Claro que o tempo que se olha para um rabo, e a maneira como se olha, pode chegar a ser incomodativo para uma miúda, ou engraçado, ou o que raio vocês acharem, mas vendo bem ninguém vos manda vestir aquelas Levi’s que fazem o rabo mais descaído do mundo parecer o da Shakira, ou as recentes leggings com uma textura acetinada (grrrrr!), ou coisas parecidas. Bem, o público masculino e parte do feminino agradece essa atitude, mas não se queixem, está bem, minhas queridas, porque se vestem aquelas quase-roupas é porque gostam da atenção. E façam-me o favor de não confundir o machismo potencial desta conversa com mero realismo.

E mais tenho a dizer: eu olho para todos, repito e sublinho todos, os rabos femininos que têm o azar de se cruzar comigo. Olho mesmo. Alguns, pouquíssimos, com algum interesse. E mesmo esses não chegam a ocupar espaço na memória visual. Olho, durante um mísero segundo, e a imagem resultante é prontamente apagada do sistema. Nunca mais vejo aquele rabo mentalmente por mais que queira. Porque na verdade, quando um gajo olha para o rabo de uma gaja não está a imaginar-se a percorrer aquilo tudo com a língua – porém, não é assim tão linear, atenção -, nem porque obrigatoriamente quer procriar com a moça, mas sim porque algo no seu íntimo o obriga a fazer isso. É inevitável. Uma espécie de reflexo condicionado primordial. Como salivar com a simples ideia de uma francesinha com molho extra-picante, mas com mais 100.000 anos de interiorização.

2 pensamentos sobre “É a Evolução, filha!

  1. Ao contrário de ti, eu só olho para os rabos e não vejo se mais alguém está a olhar. Sempre me disseram que o que é bom é para ser apreciado e eu rejo-me por isso.

  2. E tens razão, mas é uma questão de pura diversão. Como disse, olho para todos os rabos e aprecio sem levantar grandes ondas. E nem sempre olho para outros mirones, mas aí já levanto algumas ondas.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s