O Estado das Coisas

A falta de tempo, todavia, não me impede de vir deixar aqui umas larachas sobre isto tudo que se anda a passar, coisas de tão grande importância que penso que a mente de um comum mortal não está preparada para analizar convenientemente. Por isso, cá vamos… Segure-se.

Ora, antes de mais e seguindo a ordem decrescente de importância, as presidenciais do Sporting. Numa época em que foram rifados dois dos activos mais importantes do clube – Moutinho, Liedson – e um outro vendido por um preço mais ou menos justo  – Veloso -, parece-me extremamente simples fazer promessas de campanha realistas que levem o Sporting para o patamar que se quer. Bastava para isso aparecer alguém que dissesse “malta, eu sou um gajo sensato, não tenho dinheiro nenhum mas vou gerir o Sporting como se fosse o meu clube. Vamos apostar forte na formação que já pôs grandes nomes do futebol na história e fazer milhões e milhões de euros com isso. Vou contratar um treinador porreiro, pragmático e dedicado que faça a equipa jogar futebol a sério em vez de simplesmente jogar à bola. Quero os adeptos a gostar de ver o Sporting jogar! Vou acabar com o reinado de narizes empinados e fidalgos orgulhosos que se ofendem com verdades e atiram mentiras na cara dos sócios. Em suma, vou fazer do Sporting um clube a sério, sem ilusões de grandeza e pricipalmente sem empertigados de merda“.

Só que infelizmente não é isso que acontece com nenhum dos candidatos. Uns andam lá perto, mas na sua maioria todos puxam para o seu lado quando deviam puxar para o mesmo.

E agora, sobre os troca-tintas que temos como governantes e demais políticos. Bom… Bem vistas as coisas o segundo e terceiro parágrafos assentam que nem uma luva de latex à política portuguesa em geral. O Sporting precisa tanto de um presidente a sério como nós todos de políticos a sério. Uns queimam os outros porque podem; os outros deixam-se queimar para se vitimizarem e sacudirem a água do capote enquanto correm para debaixo das saias alemãs; e no meio disto estamos nós, pequeninos cidadãos sem empregos nem perspectivas futuras, o que quer dizer que mesmo que quiséssemos contribuir para o atenuar da tão falada crise não conseguimos. Isto está bonito, está. Não é de hoje, mas com gente como Sócrates e Passos Coelho também não vamos a lado nenhum.

Historicamente este tipo de situações económicas leva quase sempre ao aparecimento de gente pouco recomendável que se diz capaz de levantar as coisas. Foi assim que apareceu Salazar, foi assim que apareceu Adolf Hitler e demais camaradas. Posso enganar-me, mas com um – ou uma, nunca sei –  Angela Merkl autoritária e de dedo levantado à frente da Europa isto começa-me a parecer demasiado familiar, com sotaque e tudo. Oxalá esteja errado, mas se não estiver, porra!, que faz falta um bocadinho de acção no Velho Continente lá isso é inegável. E ninguém sabe fazer essas festas como nós, caraças.

Votarei no primeiro potencial ditador que me aparecer. Tenho dito.

2 pensamentos sobre “O Estado das Coisas

  1. Estava à espera de ver um comentáriozito a estas declarações:

    Cuidado com os chater’s, eles andem ai…😀

  2. O comentário a este vídeo é muito simples, meu caro: crianças, nunca, sob circunstância alguma, sobretudo se tiverem em campanha eleitoral, misturem Valium e whisky do bom. Do mau ainda vá, mas do bom é desperdiçar.

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