Coisas do blog

Não está morto, não, nem comatoso nem à espera que o nossossenhorodespache. Está bem vivo o bloguinho, apenas imerso no fleumático plasma em que o calor alentejano transforma todas as partículas de ar desta terra de nenhures. Se o poder da silly season é devastador em qualquer parte do país, acredite, preguiçoso leitor, que aqui é muito pior. Um verdadeiro holocausto de lentidão e mandriice (não entendo os dois i, mas o Priberam diz que é assim e assim fica) a que nem o mais potente dos ar condicionados pode fazer frente.

Porém não é só de preguiça que este coxeio bloguistíco é feito. Há também uma certa dessintonização no que diz respeito a estas lides. Talvez por influência da tal silly coisinha, talvez por outra razão qualquer, mas a verdade é que aqui o ignóbil autor tem preferido gastar energias noutras actividades, umas menos compensadoras que outras, mas todas feitas com enorme prazer e alguma sofreguidão.

Uma dessas actividades é Magic: The Gathering (sim, caro leitor, sou um miúdo num corpo demasiado piloso). Numa esplanada com mais três ou quatro marmanjos a dar forte e feito no joguito, rodeados por sua vez de uma data de minis e vodcas, não me parece um plano nada mau para uma noite de verão. Não é competição, é divertimento puro, e tivesse eu esta perspectiva há 10 anos atrás quando deixei de jogar e talvez não o tivesse feito. Usam-se cartas velhas, outrora inúteis, metidas em baralhos velhos, agora divertidos de jogar. Inventam-se novas estratégias, novas jogadas, novos baralhos e no fim ganho sempre eu porque curto que nem um miúdo de 10 anos.

A outra actividade que me tem ocupado o tempo de ócio é… Bem, há muitos nomes para aquilo mas nenhum que me ocorra de momento. Envolve duas gémeas jugoslovacas, uma chinesinha anã, um quilo e seiscentas de compota de morango, três garrafas de tequilla e sal e limão à discrição.

Javardice. Acho que é isso que se chama… Javardice.

E bem assim, tentarei doravante baixar a quota do Magic e subir um pouco aqui a da taberna. Não se esperem grandes revelações nem revoluções; talvez seja melhor não esperar nada mesmo, mas isto não vai ficar ao abandono. Até porque já se sabe o que acontece a sítios abandonados no verão. Um gajo distrai-se um bocadinho e depressa fica tudo apinhado de ninhos de vespas e outros insectídeos desagradáveis, bebados e drogados e fodilhões de fim de semana que aproveitam todo o ermo para dar uma a quem de direito. Aqui só há lugar para um bandalho desses e sou eu.

Enfim, portas e janelas abertas, ar fresco no tasco. Mas não em demasia que quem me tira este ligeiro toque de bafio tira-me muita coisa.

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