Steampunk: o poder ilimitado do vapor

Desde pequenito e enfezadito petiz que nutro um fascínio desmesurado por estas coisas. Passava horas a apreciar velhos e enferrujados mecanismos – relógios e outras geringonças de inominável nomenclatura. Tudo o que tinha tubos de cobre e manómetros insondáveis prendia a minha atenção e soltava a minha imaginação de formas que até ter lido as 20.000 Léguas Submarinas do amigo Jules Verne – para mim serás sempre Jules e nunca jamé Júlio ou Juju – nunca tinha compreendido. Depois veio o cinema com  Wild Wild West e A Máquina do Tempo de H. G. Wells (o livro só o li há uns meses) e a internet pôs finalmente um nome a esse meu fascínio por metal acobreado, manómetros e vapor sibilante: steampunk.

Assentando as suas bases na época vitoriana e na sua revolução industrial, com a invenção da mecânica e da hidráulica do vapor, a corrente artística Steampunk é o eco e a perfeita cristalização de uma altura em que talvez tudo fosse possível e nem sequer o céu era um limite aceitável. Misturando um pouquinho de fantasia depressa o “talvez” da frase anterior desaparece e o “fosse” é substituído por “era”.

Uma pesquisa rápida no Google mostra que o Steampunk está cada vez mais vivo, pelo menos numa vertente escultórica e pictórica. Playstations e computadores pessoais transformados em máquinas do século XIX; pequenos insectos inertes de cobre e aço quase nos fazem crer que na realidade se movem e são assistentes de um qualquer cientista ou mecânico meio ou completamente lunático; máscaras, como a que vemos encimando este post atiram-me, a mim pelo menos, para um Universo paralelo de onde aquele distinto senhor sai periodicamente afim de visitar outros Mundos como o nosso e outros ainda mais loucos e desinteressantes, utilizando talvez uma maquineta enorme cheia de termomanómetros e vacuómetros e vapores diversos a sair de diversos tubos de cobre reluzente, com um cadeirão de cabedal ao centro e uma data de alavancas com punhos sumptuosamente decorados por madrepérola, malaquites polidas e demais semipreciosidades, dependendo da sua função.

Vê o que eu digo com “soltar a minha imaginação”?

Ora, e sobre o Steampunk não tenho muito mais a dizer que não tenha sido dito já por mim ou por outréns. É do tipo de coisa que só vista. Posso é referenciar algumas coisas de tele-cultura relacionadas com esta corrente, como o anime Full-Metal Alchemist, a série Warehouse 13 e alguns episódios de Dr. Who. Em literatura tem aos já referidos e sempiternos Jules Verne e H.G. Wells, bem como Mary Shelley e até Lovecraft. No cinema há também muita fruta, como As Aventuras de Barão Munchausen, Brazil, Van Helsing, Hellboy, A Bússula Dourada e Vidocq. Clicando aqui a lista fica bem mais completa, o que referi são as obras que vi e mais me humedeceram a genitália criativa.

Agora, e para concluir aqui o bitaite, só falta dizer que o dia 9 de Abril ainda vem longe mas pode começar a juntar dinheiro porque eu gostava mesmo muito de receber uma coisa destas nesse dia. Gostava gostava. Até lhe agradecia e tudo.

E mais um Link, desta sobre a máscara.

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