Os diamantes são os melhores amigos dos astrónomos

Acredite se quiser: encontrou-se um planeta feito de diamante. Ou assim crêem os astrónomos, atestanto que a astronomia tem quase tanto de fé como a sua parente pobre, a astrologia. O dito cujo fica mesmo no nosso bairro cósmico, a Via Láctea, mas a uma distância suficiente para desencorajar a visita a gatinhar – que é como nós por enquanto nos movemos no espaço sideral.

Os cientistas… Perdão, os astrónomos que estudam estas merdas dizem que o suposto planeta diamantífero é composto por oxigénio e carbono e que esse facto aliado à sua enorme densidade fá-los acreditar num paraíso para qualquer Marilyn Monroe em potência. Para terem uma ideia, o calhauzito tem apenas 5 vezes a dimensão da Terra mas muito mais massa que Júpiter que é 60 vezes maior.

Porém a vida naquele ermo de brilho e glamour não será nada fácil. Orbita um potente pulsar de apenas 20 km de diametro mas tão perto que a força das pulsões arrancou 99.9% da sua massa composta principalmente de hélios e hidrogénios, tornando uma estrela parecida ao nosso sol num diamante gigante. Pelo menos é isso que os cientistas… Perdão, os astrónomos acreditam que aconteceu.

Muitas conjecturas dirá o galileico leitor, é sim senhor digo-lhe eu, mas também lhe digo que essas conjecturas todas são resultado das pesquisas de diversos observatórios radiotelescópicos espalhados pelo mundo e de 200.000 gigabytes de informação celestial. Claro que se por acaso os programas espaciais tivessem seguido o ritmo dos anos 60 e 70, concretizando as previsões da ficção cientifica dos mesmos anos, agora era metermo-nos numa cabinezinha e teleportarmo-nos para a estação espacial mais próxima, de onde seguiríamos de vaivém até ao local em questão para um olhar mais demorado. Talvez encontrássemos lá a Marilyn banhada em diamantes, ou talvez a De Beers comprasse aquilo tudo de uma vez e escravizasse miúdos pretinhos para a nobre arte da mineração, nunca saberemos.

O que é mesmo verdade verdadinha, facto consumado e certeza garantida, bem como um desperdício do caraças e um beco civilizacional, é estarmos no ano da graça de 2011 e apenas podermos conjecturar sobre o que está lá fora, enquanto o olhar de espanto do astronauta ali em cima, que vê as coisas com os próprios olhos e não num gráfico de computador, é coisa cada vez mais do domínio da ficção quando não deveria ser. Sobram astrónomos, faltam astronautas.

GIF do assombroso If we dont, remember me.

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