Quem usa Ubuntu é mais sexy que nunca!

Juro que pensei bastante antes de escrever isto: outro post sobre as virtudes aparentemente infindáveis do Linux parecia-me exagerado. Dirão vocês, microsoftianos leitores, “porra, Romudas, outra vez o Linux? Ninguém quer saber disso, pá. Pareces um daqueles pregadores de rua com um cartaz ao pescoço a dizer Microsoft is satan!“, mas realmente quero que se foda. Vocês e a Microsoft. As coisas bem feitas devem ser reconhecidas e reverenciadas, e ainda que não receba nem um cêntimo sequer pela publicidade – aliás, a coisa funciona mesmo assim, sem cêntimos à mistura – não vou parar de espalhar a Palavra.

Desta vez começou com a necessidade de instalar um Sistema Operativo. A princípio achei que seria o Windows, em qualquer uma das suas aborrecidas versões, que viria habitar o “novo” disco do Tobisha canibalizado a um parente de menor estirpe. Não demorei muito tempo a chegar à conclusão que o velhinho mas fiável XP  não tinha a estaleca necessária para o serviço (falta de drivers SATA). Quem se chegou à frente e cumpriu os requisitos na perfeição? Exacto: Ubuntu Linux versão 9.04, posteriormente actualizado para a 10.04. E nem é a mais recente.

Uma das grandes questões que me prendia à Microsoft era a inoperabilidade do AutoCAD em ambiente Linux. Mesmo com o extraordinário Wine aquilo simplesmente não funciona a menos que se seja doutorado em programação pelo MIT, ou Caltech, ou mesmo Universidade do Minho. Todavia, e graças ao AlternativeTo, encontrei diversas aplicações que se não são o AutoCAD, pelo menos são muito parecidas. Entre as quais, uma verdadeira pérola chamada DraftSight. Não é o AutoCAD, não senhor. Mas com o mesmo aspecto gráfico e operacional, a abrir DWGs como se fossem latas de Pringles e com a mesma referência de comandos – sim, leu bem, A MESMA REFERÊNCIA DE COMANDOS -, se não é o AutoCAD engana muito bem. Fiquei banzado, boquiaberto e estupefacto. Mais, a coisa não parece algo obscuro saído de um qualquer vão de escada, como é apanágio de grande parte do software Linux. O site do DraftSight está muito bem estruturado e há versões para Windows e Mac também. Nunca tinha visto nada assim e para dizer a verdade quase parece bom demais . Terá talvez um enorme defeito, daqueles que se não quase fatais pelo menos deveras chato, mas tal falha ainda não foi tida nem achada.

Portanto, e resumindo o resultado da Liga SO, temos Ubuntu Linux 15 – Microsoft Windows O. Claro que este score é relativo. É pouco provável que venha a abandonar a Microsft de vez, mas sinceramente nem sei muito bem por que não o fazer. O seu fim está próximo, todavia, e o Ubuntu está cada vez mais para ficar.

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