O P.R.A. é o que fazes com ele

No curso técnico que frequento surgiu-me uma novidade em metodologia pedagógica: o Portefólio Reflexivo de Aprendizagens. Já tinha ouvido falar do animal referido como “aquilo em que as pessoas contam a vida toda delas”, ou por “seca do caralho”, e outras coisas mais ou menos simpáticas mas sempre sempre ditas com sorriso desdenhoso.

Para alguns é uma verdadeira dor de cabeça, para outros um mal menor e para a esmagadora maioria deles uma inutilidade absoluta. Note-se que só não disse “para todos eles” nesta última parte porque não sei a opinião de toda a gente. Ora, para que raio nos iremos dar ao trabalho de compilar todos os nossos feitos durante o curso se em princípio a nota de cada módulo fala por si? Dizem-nos que os possíveis interessados no nosso trabalho irão consultar o PRA num futuro próximo e que servirá sobretudo para ganharmos – ou perdermos – a atenção de alguém que pagará o nosso ordenado. Porque num cenário desejável a entidade contratante interessa-se muitíssimo pelo que o um gajo pensa e aprendeu. Dito isto, relembro que estamos em Portugal, onde, apesar da crise e dos seus efeitos filtradores de incompetências, o famigerado factor C tem um peso extraordinário como método de recrutamento.

Todavia, eu como eterno romântico e com uma fé quase inabalável no bom senso humano – apenas suplantada pela fé que tenho na estupidez humana -, acredito que esse tal de PRA terá efectivamente o seu peso quando alguém o decidir consultar com a intenção de me conhecer como formando/profissional. Talvez num futuro distante, quem sabe?

O que é um facto é que quer alguém o consulte quer não, estou a gostar da experiência. Antes de mais, porque me obriga a escrever; e escrever é bom, organiza os pensamentos, revivem-se as aprendizagens e cristalizam-se os conhecimentos. Depois, porque me obriga a pensar numa maneira de estruturar a coisa de modo a ser fácil de consultar, agradável à vista de um modo não piroso, todo funcional e barato. E no fim, porque gosto destas merdas. Não me babo de amores, mas lá que gosto é um facto. Portanto, quer alguém o leia quer não estou a cumprir da melhor maneira que me é possível o que me foi pedido, e mais que isso, estou a gostar.

Em altura oportuna divulgarei o endereço. Até porque é mesmo essa a ideia.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s