Ah, a sensualidade zombie…

Pelos vistos os zombies ainda estão na moda: Lost Zombies.

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ah, os peidos solares…

Ando farto de dizer que a haver um apocalipse deveria ser zombie. Seria muito mais relaxante – imagine andar com um pau na na mão a partir cabeças a quem o quer comer – e a Humanidade teria algumas hipóteses de sobrevivência, coisa que dificilmente aconteceria se o fim do mundo viesse por outros meios. E olhe que não faltam por aí meios para o Homem se quilhar, mesmo deixando os extraterrestres ressabiados de fora. Desde erupções colossais do metano preso na crosta terrestre, ao aquecimento global que pode provocar uma Era Glaciar, passando por asteróides e cometas à deriva no espaço sideral e pandemias que matam tudo onde ferram o dente, e acabando na magna flatulência solar, podemos basicamente encontrar a extinção numa qualquer esquina. Também se deixa de fora uma guerra nuclear à escala global; pela falta de piada e porque os Jack Bauers do mundo nunca descansam. Ora, pegando num dos apocalipses acima referidos, sabia que no passado dia 4 de fevereiro o Sol teve um achaquezinho que o fez cuspir dois jactos de energia para o espaço da maior magnitude que já se viu? As quantidades certas ainda não são conhecidas, mas vendo bem a animação aqui em baixo percebe-se que não foi coisa pouca.

Felizmente esses jactos não atingiram a Terra. Essa foi atingida por outros mais fracos no dia 6, o que faz com que ainda hoje seja possível ver auroras boreais bem abaixo da latitude normal. Agora, imagine que os primeiros jactos nos acertavam em cheio. No mínimo, comunicações por satélite, zero; comunicações e aparelhos terrestres com interferências e sobreaquecimento de fios eléctricos e demais parefernália. Milhões de contos de réis em prejuízos, obviamente. Agora imagine que afinal esse tal máximo que os cientistas tinham medido até agora era apenas uma fracção da potencialidade energética dessas ejaculações, e o Sol, num belo e determinado dia, nos brindava com uma explosão à séria de raios Gama mesmo na tromba. A palavra churrasco seria redefinida para todo o sempre.

Às vezes esquecemo-nos de quão sortudos somos, preferindo abusar dessa sorte perdendo tempo com coisas tão fúteis como dinheiro. Na verdade, não vejo outro perigo para a Humanidade que não seja o dinheiro. Todos os outros são meros riscos decorrentes da nossa própria existência.

Portanto, o melhor que nos poderia calhar, apocalipticamente falando, eram mesmo zombies. Pelo menos já sei como me safar: apontar à cabeça e não falhar.

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