Ainda bem que há mais desporto que futebol

Melanie Adams em todo o seu esplendor (a cara também é bonitinha mas sublinha-se o facto do salto ter sido bem sucedido e para isso acontecer o mais importante é passar o rabo).

Vá, agora a sério.

Ontem deu-se a primeira derrota caseira de Sá Pinto frente a um dos “pequeninos”. Pequeninos esses que são cada vez mais da estatura do Sporting; não porque tenham feito algo para crescer mas porque a lagartagem parece meter-se sempre de joelhos. Já ninguém respeita o Sporting, e se o fazem é por mera formalidade e apenas em frente às câmaras de televisão. Todas as equipas sabem que é fácil ganhar ao Sporting; não porque os jogadores sejam assim tão fracos quanto os adversários, mas sim porque existe de facto uma espécie de membrana anímica tão fina que basta um evento infeliz (como um golo, por exemplo) para que se rompa e a partir daí qualquer manobra técnico-táctica básica (como triangulações rápidas e passes de ruptura) torna-se algo de execução impossível. Sabendo isto, porque todas as equipas vêem televisão, ficam mais atrevidas, petulantes mesmo, e têm o desplante de arrear uma derrota (merecida) em casa do Grande Sporting.

Repito Grande Sporting e até sublinho e ponho a negrito se for preciso: o Sporting será sempre um dos Grandes na mesma medida que os outros dois. Dois Grandes esses que até já passaram por fases mais negras que esta “nossa” e nunca deixaram de o ser, ressalvando ainda a perspectiva que na Europa somos os três pequenitos. Portanto, não me venham cá com merdas que o estatuto de “Grande” do Sporting está em risco porque não está – mas isso faz parte de outra conversa que não esta.

Temo que Sá Pinto tenha perdido, ou pelo menos desencontrado, a equipa. Até antes da final da Taça o Sporting parecia uma equipa em construção – de facto -, mas muito bem encaminhada para fazer uma época 12-13 esplendorosa. (E não tem por que não o fazer ainda, caramba, vamos na segunda jornada e bem sei que ainda é cedo para desanimar, mas talvez seja tarde para andar a fazer adaptações e invenções). Tínhamos um meio campo razoável e se teoricamente agora devia estar melhor, então por que não está? Elias e Wolfswinkel continuam uns furos abaixo do que se pede deles, então porque mantém a titularidade? E em frente a uma muralha de 10 jogadores continua-se a apostar em catapultar bolas para uma zona onde uma simples observação estatística desaconselha a opção. Porquê, senhores, porquê?

A minha teoria, e espero que seja apenas uma teoria sem fundamento porque a ser facto será de dificílima resolução, é que se levantou alguma celeuma no plantel com as saídas e entradas mais recentes. Compraram-se demasiados jogadores para posições redundantes e atiraram-se antigas apostas para a equipa B; remodelou-se a defesa e o meio campo numa extensão que vendo de fora parece exagerada, e tomam-se precauções tácticas igualmente exageradas. Repito “vendo de fora”. Não que pense que os recentes reforços são maus, pelo contrário, até vejo potencial na maioria deles (os que vi jogar, pelo menos), o que digo é que as remodelações trazem sempre alguma instabilidade devido à adaptação e entrosamento do jogador novo entre os que já lá estavam; agora essas remodelações trouxeram também algum descontentamento. E repito mais uma vez, “vendo de fora”; esperando que seja mesmo só impressão minha e que estes dois empates e a derrota sejam mesmo apenas e só três azares do caralho.

O Sporting precisa de ganhar. Não só jogos, mas também confiança e principalmente uma equipa.

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