“Eu sei lá se é os chineses se é o caralho, menina!” #1

Este blog dá-me água pela barba. Não estou a brincar, dá mesmo. Primeiro pela dificuldade em escrever um post. Não que esteja depauperado a um nível físico que me impeça de escrever; é mais um impedimento intelectual, apesar de também não ter a passarinha sossegada no que diz respeito a muitos assuntos. Reflicto muito, quero com isto dizer. Por exemplo, tenho uma opinião formada e fundamentada por diversos exemplos sobre o estado do Estado, ou do desgoverno do Governo, como preferir; tenho também, como qualquer sportinguista que se preze, mesmo aqueles de pacotilha, uma ideia sobre as soluções a adoptar pela distinta agremiação futebolística; tenho até, veja só, uma pequena gambiarra de azeite virgem extra que derrama alguma luz sobre o ponto em que a Humanidade, toda ela, se encontra, para onde vai e o que pode fazer e acontecer para mudar o destino. A minha lamentável questão é: o que faço eu com estas ideias? Escrevo-as aqui, repetindo o que se diz por todo o lado tornando-me apenas mais uma voz na cacofonia e correndo o risco, como a maioria dos pensadores, de nunca chegar ao fundo da questão, tipo remendar o Titanic com pensos rápidos?

Constatar o óbvio não é a minha praia – como se alguma fosse – e dizer e redizer que o que é preciso são soluções de ruptura, testículos, tomates e colhões para quebrar os inúmeros ciclos viciosos e os cambalachos que há décadas e séculos vêm atrofiando a capacidade de evolução (do país, do Sporting, da Civilização) é dizer pouco mais que nada.

Mas que raio, se é isso que precisamos, e é, tenho que sublinhar a ideia. Se não o fizermos (país, Sporting e Civilização), se não dermos o murro na mesa, o pontapé no caixote, o tiro no escuro e sei lá que mais frases feitas do género, aproximar-nos-emos ainda mais rápido do centro do maëlstrom onde nos enfiámos sem querer, por ingenuidade ou ganância, e no fundo desse abismo não existe mais nada para além do oblívio. Ou Alberto João Jardim a dançar nu para toda a eternidade (desculpe, mas é a minha visão do primeiro círculo do Inferno).

O que me preocupa mesmo, pela sua dimensão e volume de almas penadas, é a Humanidade (aposto que pensava que ia dizer Sporting, mas não confunda o ego de um lagarto com o de um lampião, por favor). A Humanidade, dizia está num óptimo caminho para transformar em realidade 99% das distopias sonhadas pelos visionários da literatura dos séculos passados, quando na verdade deveríamos estar, porque temos todas as condições para isso, a trabalhar na realização das utopias. Deveríamos olhar-nos, e principalmente comportar-nos, como uma espécie civilizada, a única que pode dobrar e torcer leis da Natureza, a única que pode explorar outros ambientes que não o seu, caramba, até pode viajar no espaço!, mas em vez disso limitamos-nos a ser ligeiramente mais evoluídos que 7 mil milhões de babuínos que conseguem sonhar mas não sabem viver. Apenas sobreviver.

E ali na grafonola está a rodar isto. Só por causa das merdas.

Um pensamento sobre ““Eu sei lá se é os chineses se é o caralho, menina!” #1

  1. Muito boa tarde caríssima(o) blogueiro(a).

    Não compreendi o seu género, mas estou muito de acordo com os seus expressos sentimentos. Ainda há gente que vale a pena. Obrigado por existir no nosso mundo. Só não entendo como se pode “ser” de um clube ” normalmente de futebol” em que os jogadores são estrangeiros, os treinadores estrangeiros, mercenários ou ambas, os dirigentes ( desses nem me atrevo a dizer nada) e o populus de seguidores alinham ao magote de um ritual absolutamente anexo. Eles sacam o dinheiro, inconsciente ou conscientemente insonorizam os otários colocadores do “bótinho” nos caixotes da mentira consequente, entrementes, desordem e aparecem os trauliteiros que vão ao ginásio treinar para bater melhor nos desgraçados que estão condenados a lhes pagarem os ordenados sem puderem…

    Um escravo no século XXI

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