Breve bitaite político-económico

Há tanta coisa errada neste portugalzinho enfezadinho que nem sei por onde começar. Ninguém sabe nem nunca soube. É uma salganhada tão grande de patifarias e tontices político-económicas que nem dá para ver onde está a ponta do emaranhado de porcaria onde estamos metidos. Parece que ninguém, durante os 38 anos de democracia, se lembrou de pensar um bocadinho à frente, nos anos vindouros e nas consequências que as decisões de hoje têm no amanhã. Parece que andamos constantemente a fazer buracos para tapar outros, deixando uma esteira de abutres bem pançudos e outros tantos à espreita da sua oportunidade. Só que este tipo de atitude, contra todas as expectativas, não é um ciclo, nem vicioso nem viciado. É uma espiral. E como qualquer espiral que se preze vai ficando mais apertada em cada rotação até se deixar soçobrar no vazio. Seja esse vazio o que for, decerto que não anda muito longe.

Não digo que precisemos de novos políticos – sabe deus bem como íamos parar à mesma situação num abrir e fechar de olhos;  não digo que seja preciso sair do Euro e mandar a Angela às urtigas, pois não estamos sozinhos no turbilhão; o que eu digo é que precisamos de políticas económicas novas, reluzentes e frescas, em vez desta baseada nos anos 30 e num Mundo que já não existe. Precisamos, Portugal e a Europa, desesperadamente de um olhar novo apontado a um problema antigo. Atinem, foda-se. Antes que seja tarde demais. Para todos.

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