Egosciência para totós

the-thinker

O português na sua grande maioria é todo ele composto de ego. Não há lugar para muito mais naquele corpinho superbock, apenas para o seu obeso e obtuso ego. A razão é dele; a responsabilidade é de outro. Talento que se preze há o dele; incompetência é o que não falta nos vizinhos. Humilde é ele simplesmente porque sabe que não sabe tudo sobre tudo; arrogantes são os outros que se acham todos muito bons em tudo o que fazem e pensam. Bom senso só ele o possui, apesar de não fazer a mais pequena ideia do que é na sua essência o Pensamento Lógico e a Razão. Não se engane, caro leitor, não li nenhuma obra dos Velhos Mestres gregos nem um tweet sequer de Descartes ou Hegel, mas tenho para mim que possuo bom senso a rodos. Claro, sou português, apesar do nome estranho. Sou português e preguiçoso também, como qualquer um que se preze. Alto lá! Preguiçoso mas não mandrião, porque há uma diferença muito subtil nos conceitos: o primeiro gosta de fazer pouco, o segundo não gosta de fazer nada. Mas o que me diferencia então a mim desse típico português? Bem, para começar não tenho conta no Facebook. Depois, uso muito os espelhos aqui de casa mas não para me pentear, pois que cabelo também não abunda. Por fim, e uma vez que não tenho pedras para atirar (sou coleccionador), troquei os costumeiros telhados de vidro pela abóbada celeste. A vista é melhor e não embacia.

Imagem: “The Thinker” de Paul Horton.

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