De tesouros encontrados em lugares estranhos

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Dizia eu num post ali mais em baixo, e frisava sublinhando num outro logo a seguir, que era extremamente difícil comprar um bom tabaco inglês em Portugal, o que, pensando bem, muita estranheza me causa, já que somos frequentemente invadidos por britânicos muito para lá da meia idade – a altura em que pelos cânones sociais vigentes se pode e deve fumar cachimbo. O que eu não sabia era que afinal é tão fácil arranjar bom tabaco inglês para cachimbo que a verdadeira estranheza surge agora de braço dado com o assombro e o espanto. Passemos à história, então.

Num dado dia de trabalho da semana passada, ia eu todo pimpão corredor afora quando ao passar por dois colegas meus envolvidos numa qualquer busca por um qualquer utensílio de antanho numa dada gaveta, o meu olhar foi capturado por uma familiar forma redonda. Não conheci o rótulo nem logótipo, mas por um segundo estuguei o passo pensando “uma lata de tabaco de cachimbo? Não pode…” e embrenhei-me entre os meus colegas usando a questão “Quésta merda?” como “Com licença, meus caros, deixem-me alcançar este objecto estranho e saciar a minha curiosidade”. Um deles prontamente me responde “podes ficar com isso que é meu, está aí há anos e ia mandá-lo pró lixo”. Agarro na dita lata à espera de ouvir o chocalhar de porcas, parafusos, anilhas e outra quinquilharia avulsa, mas não. Nem um som se soltou da lata que, apesar de estar toda amassada e deslavada, ostentava o seguinte rótulo ainda com réstias de uma realeza há muito perdida:

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Pipe tobacco? Really? Mas quem é que foi a besta que andou aos pontapés a isto? Ninguém, responde o outro, este gajo é que não sabia abrir isso e até apertou a lata num torno. Ora bem, grandes técnicos de manutenção aeronáutica, não haja duvida. Admoestando o ígnaro, abri a torturada lata e inalei. O impacto foi o mesmo de quando abri a lata de Old Dublin mas com outra ordem de magnitude. Chiça, que isto deve ser um ganda material, disse eu sem saber muito bem como justificar a minha declaração. Estava seco e quebradiço como areia do Mojave, mas exalava uma ordem simples: fuma-me!

Então levei-o para casa. Tirei-o com muito cuidado da lata e do invólucro de papel e coloquei-o numa tigela – sem bater nem mexer muito para não quebrar demasiado a palha cheirosa. Passou a noite com um pano húmido por cima. No outro dia, já com grande parte dele bem hidratado e nada quebradiço, dei-lhe a volta para que os flocos mais seco também se humedecessem e assim ficou até à noite, quando uma parte dele ardeu num dos meus cachimbos.

Hoje já vou na quarta cachimbada e posso dizer com toda a certeza: grande tabaco. Apesar dos anos passados muito longe do acondicionamento ideal, e depois de rehidratado, está – imagino eu – como novo. Acende bem, queima uniformemente, não morde a língua e o sabor é o mesmo do princípio ao fim do fornilho: corpanzudo que chegue, com o “ardor” oriental e uma certa cremosidade que me surpreende. Mais bruto que o Old Dublin mas igualmente prazeiroso. Um verdadeiro achado, portanto.

Então, como dizia Almeida, o Garret, fumemos!

Imagem: Eduard von Grützner, Falstaff am Tisch mit Weinkrug und Zinnbecher, 1910

Para alguns colegas meus Voltaire foi o gajo que inventou a pilha eléctrica

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Igualdade: começa e termina na cor do uniforme; para além disso, o nível profissional atribuído pela empresa e número de empregado ditam o respeito que se merece.

Fraternidade: somos todos muito amigos até alguém executar com sucesso um trabalho sobre o qual não teve “formação” com quem o executa há 20 anos. A partir daí perde o acesso a qualquer tipo de ajuda ou opinião técnica.

Liberdade: é total, conquanto não se execute os trabalhos mais rápido do que o tempo estimado para os fazer, nem se usem processos e métodos novos para o efeito. Os métodos e as ferramentas de suporte existem há 30 anos e é assim que se deve continuar.

(suspiro)

Assisto todo o santo dia à morte lenta dos mais básicos valores morais. Uma degeneração carcinogénica, infecciosa mesmo, onde os elementos infectados investem grande parte do seu tempo a infectar elementos mais saudáveis com ideias erradas e prerrogativas mesquinhas, ao ponto de esses elementos já nem conseguirem distinguir amigo de inimigo, nem dever de direito. Um dos problemas levantados por essa postura é que o tempo gasto a disseminar a discórdia e a calanzice devia ser passado a trabalhar porque é para isso que são pagos; outro dos problemas é que quem mais espalha esse ódio são precisamente pessoas que, pela sua idade e tempo na empresa, deviam dar um exemplo digno de ser seguido; o último problema é que efectivamente os seus exemplos acabam por ser seguidos por abéculas de espírito fraco que, das duas uma, ou se recusam a pensar pelas próprias cabecinhas, ou o acto de trabalhar nunca fez parte dos seus planos (apesar de, repito, serem pagos para o fazer).

Quem os ouve falar, sem conhecer as personagens nem profundamente o seu ecossistema, achará porventura que realmente são peças fundamentais na empresa, que se fartam de trabalhar e transpirar todos os dias por um ordenado miserável e talvez até beijem o logótipo na camisola quando entram na secção. Pois, mas não. Sem conhecer as personagens nem profundamente o seu ecossistema era impossível saber que todos os dias colocam valentes pedregulhos nas engrenagens, que roubam ideias uns aos outros para poderem aparecer em fotografias bacocas, que trabalham o suficiente, ou muito menos, para fazer o “ponto” diário – e nem mais um minuto – e que esse trabalho dificilmente lhes causa qualquer transpiração. E não, os ordenados não são miseráveis. Quem os ouve falar não os leva presos, mas quem os vir em acção é capaz de chamar o pelotão de fuzilamento.

Depois, oiço essas mesmas pessoas, que pensam/agem como se fizessem um favor à empresa todos os dias só por passarem no torniquete, queixarem-se dos salários e que não são aumentados há não sei quantos anos, e dos direitos que foram perdendo com a privatização, e o Governo e porque chove, e porque faz sol, e et cetera e tal.

Opá, vão mas é trabalhar!

Nota: Claro que isto é uma generalização em jeito de desabafo. Também há verdadeiros revolucionários que lutam contra estas coisas. E têm ganho muitas batalhas.

Imagem: A Morte de Sócrates, Jacques-Louis David, 1787

Peterson Old Dublin (ceci n’est pas une critique)

Peterson_Old_Dublin_Pipe_Tobacco1Antes de mais vale a pena ressalvar a dificuldade em comprar uma mistura inglesa não aromática dentro deste rectângulo à beira mar plantado. A menos que o leitor vá a uma tabacaria especializada, tipo Casa Havaneza, por exemplo, digo-lhe que não será no quiosque da esquina nem na estação de serviço que encontrará esses pitéus. Ao que parece o fumador de cachimbo português só fuma tabacos aromatizados (mais ou menos) artificialmente. Só. É evidente que não há nada de errado em fumar aromáticos, principalmente dentro de casa e em ameno convívio, porém gostava de comprar coisas como Dunhill 965 ou Three Nuns com a facilidade que compro um Sail Black ou qualquer Borkum Riff. Adiante.

Precisamente da Casa Havaneza trouxeram-me de encomenda o Peterson Old Dublin, segundo o qual a senhora da loja jurava a pés juntos que era aromático e que não existia tal coisa como tabaco de cachimbo não aromático. Coitada. Obviamente nunca abriu uma lata do dito cujo e depois uma outra de Original Black Vanilla para saber a diferença. A culpa não é só dela: é também de quem a deixa trabalhar numa loja, que se quer especializada, sem formação. A tradição dos mestres tabaqueiros, da qual a supracitada loja se autroproclama parte sobrevivente, dita que quem está atrás do balcão saiba aconselhar o cliente mediante as suas preferências e desejos, e para isso não pode apenas saber o preço com IVA dos tabacos e charutos expostos. Tem que saber bem mais que isso e ser bem mais que uma simples, ainda que atenciosa, empregada de balcão. Mais uma vez, adiante.

O Peterson Old Dublin é caracterizado por diversos outréns como mistura tipicamente inglesa, composto de Latakia cipriota, Golden Virgínia e Orientais Turcos, com um fumo fresco, leve e picante. Um bom tabaco, dizem, para quem quer deixar os aromáticos e explorar as misturas mais fortes e complexas. Além disso tem excelentes críticas no site Tobacco Reviews, a bíblia comunitária do tabaco de cachimbo. Todavia o abrir da lata foi chocante. Habituado que estou aos tabacos aromatizados de quiosque, o cheiro do Old Dublin pareceu-me horrível. Caramba, é mesmo só tabaco! Cheirei-o outra vez, desconfiado. Sim, é mesmo só tabaco. Contudo não é de todo o tabaco que vem num cigarro. É punjente, claro, mas há doçura ali. E especiarias também. E mais qualquer coisa que o meu olfacto ainda pouco treinado não consegue identificar. Então é isto a que chamam de “fabuloso aroma de uma mistura de Virgínias, Orientais e Latakia“? Pronto, está bem. Fumêmo-lo então. E sabe que mais? Não tenho fumado outra coisa.

A fumada é igualmente chocante mas no sentido inverso: é doce e suave. Sente-se que se está a fumar tabaco e não uma sobremesa; é encorpado mas não o suficiente para se mastigar nem deixar algum travo amargo na língua. Não morde, mas sentem-se as especiarias dos orientais. Imagino que aquela silhueta de sabor denso seja o Latakia mas não sei precisar e só me surge de quando em vez. Acende bem e arde até ao fim sem pegar fogo ao cachimbo, nem mesmo ao maçarocas. Já me disseram que cheira a eucalipto ardido, mas ainda não dei por nada. Em suma, é um belíssimo tabaco. Se o cachimbeiro leitor quiser deixar os aromáticos e passar para o chamado tabaco de homem, o caminho (um dos caminhos, na verdade) é pelo Peterson Old Dublin.

P.S.: O departamento gráfico da Peterson devia arder no inferno por ter trocado esta lata por aquela que encima o post. Morram. Pim!

Cachimbo: bravo (e antigo) mundo novo

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Primeiro, claro, veio a curiosidade que normalmente dá em gato morto mas neste caso deu numa expedição fascinante. Depois de uma breve pesquisa a simples curiosidade virou intriga. Virgínias, Burleys, Cavendishes, Latakias e Periques, ervas demoníacas misturadas de várias formas e tratadas de diferentes maneiras, consoante a preferência, moda, estatuto social e até religião ( há religião no tabaco, veja-se o caso dos tabacos Presbyterian e Three Nuns, aha). Enfim, inúmeros mistérios se desenrolavam à minha frente e eu cada vez mais encantado. Não resistindo, comprei um cachimbo – uma peça barata de cerejeira com uma haste manhosa em acrílico, mas nada mau para começar – e o resto da parafernália, claro, tabaco, filtros de carvão e escovilhões .

Depois veio o grande desafio: acender o tabaco e não o cachimbo. Depois outro ainda maior: manter o tabaco aceso sem acender a língua. A teimosia persistiu e os desafios foram superados. Descobri, por exemplo, que os tabacos que os principiantes preferem são também os mais difíceis de manter acesos devido à elevada humidade dos aromáticos. Entretanto já adquiri mais uns quantos cachimbos, três de urze numa feira de velharias, um de maçaroca de milho e um outro de urze, novo, lindíssimo e de marca alemã (temos que contribuir para a economia dos tipos se não quem nos emprestará dinheiro, certo?). Gosto do cachimbo como objecto e estou ainda a descobri-lo como utensílio, já que muitas das suas diferentes formas implicam também diferentes maneiras de fumar e até diferentes tabacos.

E, tal como me tenho andado a encher de cachimbos, também tenho andado a experimentar diferentes tabacos. Como disse, começa-se pelos aromáticos. No meu caso, Skandinavik Aromatic Mixture, Borkum Riff Black Cavendish, Holland House Aromatic e Sail Black. Praticamente comprei tudo o que de novo encontrei nas tabacarias. Agora percebo que poucas diferenças há entre eles, mas há uns melhores que outros, obviamente. Além disso, toda a gente gosta do cheiro destes tabacos em chamas.

A ideia agora é trocar definitivamente o cigarro (analógico, que o electrónico há muito que está encostado e nem sei muito bem porquê) pelo cachimbo. Poupa-se o pulmão e retira-se mais prazer a partir do vício da nicotina. Mas para já é explorar os raros tabacos (em Portugal) de mistura não aromática sem a batota de essências adicionadas: Virgínias, Burleys, Cavendishes, Periques e Latakias em sintonia uns com os outros, ou sozinhos, ou os outros com os uns, tal e qual bons vinhos com as diferentes castas e amadurecimentos. É nesses tabacos, segundo leio, que acontece a verdadeira magia.

Depois logo se vê no que dá.

Imagem: Raoul Edmond Mettling, Cavaleiro Fumando Cachimbo, 1894 (pormenor)

Sim, ainda sei a password aqui do tasco

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Antes de mais atente, sagaz leitor, no padrão que se vem desenvolvendo por aqui: só se escreve durante o Inverno e muito pouco, ainda assim. Acontece que com o tempo frio as portas fecham-se mais e é facto conhecido que para se escrever tem que se estar bem isolado, tábuas nas janelas e tudo se for preciso. Em mais uma das esfuziantes reentrés deste soberbo blogue, resta acrescentar que irei trazer-vos perspicazes retratos de mundividência e fantásticos relatos de intrépidas explorações humanas quando me der na real gana. Ou não. De facto só me apetece escrever mas sem saber muito bem o quê nem como. Imagino que se tivesse feicebuque não estávamos a ter esta conversa.

E por que não uma mudança de visual? Menos título e autor e mais corpo na letra que já não tenho 32 anos e as dioptrias, tal como os bicos de papagaio, daqui para a frente é sempre a crescerem.

Até já.

Imagem: Salvador Dali, catálogo do IKEA 1930 (se alguém souber o verdadeiro título, deixe na caixa de mensagens, se fizer favor)

Mudam-se os tempos, mudam-se as educações

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No meu tempo a figura de um professor era coisa para ser respeitada. A criatura era dotada de poderes quase sobrenaturais de adivinhação e possuía uma sabedoria digna de um Matusalém de beira de estrada, mas um Matusalém todavia. Do alto dos meus seis anos, o ser parecia ainda mais austero e rabujento que um nazi com prisão de ventre, insónias e privação de nicotina – conquanto fosse adicto da substância, obviamente. As minhas memórias dessa altura e dos três anos subsequentes são de apanhar porrada de criar bicho, ora do macho alfa da turma, ora desse malévolo demónio que era o professor, que neste caso foi sempre fêmea, valha-nos a Providência. É claro que essas memórias foram empoladas pelo tempo e pela falta de outras mais felizes, mas o que importa é que ainda me lembro por que levei aquelas castanhadas da professora do 3º e 4º ano e tenho a perfeita noção que foram merecidas. Havia ainda uma régua curta de madeira, apelidada de Santa Luzia, pois o simples vislubre da dita cuja faria o mais abjecto dos zurrinos saber na ponta da língua todos os pronomes pessoais e alguns advérbios. Levei umas quantas reguadas tanto na mão esquerda como na direita por não saber ou fazer o que devia e quando devia, e apanhei uma ou duas caroladas por falar demasidado tanto em quantidade como em volume sonoro, e o mais incrível – pasme-se, caro leitor – é que cheguei aos 32 anos perfeitamente normal. Bem, tão normal também não, mas asseguro-lhe que não tenho traumas nenhuns decorrentes dessa altura e agradeço agora publicamente às mãozinhas que me chegaram a roupa ao pêlo e à bendita Santa Luzia que muito me abriu os olhos em horas complicadas.

Nessa altura, e durante os 12 anos que se seguiram lembro-me que muitos colegas e conhecidos meus tinham como objectivo na vida ensinar alguém como outros alguéns os haviam ensinado. Nessa altura, talvez mais inocente ou romântica, ou simplesmente tontinha, havia uma certa nobreza no acto de transmitir conhecimento, havia respeito pela figura de um professor, e eram essas duas coisas que os meus colegas e conhecidos almejavam.

Hoje, mais de vinte anos passados sobre essa bendita ignorância, ser professor é ser menor. Em termos de respeito social e institucional a profissão fica algures entre caixa de supermercado e operador de telemarketing; quando alguém me responde “professor” à pergunta “qual é a tua profissão” não consigo evitar devolver um “coitado (a)”. Hoje, mais de vinte anos passados sobre aquelas benditas reguadas na palma da mão, um professor tem de aturar de bico calado todo o tipo de ignominias de rudes petizes e livre-se ele (a) de tentar responder por via verbal ou física: habilita-se a nunca mais dar uma aula e ainda levar uns murros no focinho por conta de pais piores que os filhos. No meu tempo, os pais educavam em casa e o professor educava na escola. Simples. Hoje quem educa é a televisão, o feicebuque e a pleicetachione. Veremos daqui a uns tempos o que se ganha com isso. Provavelmente professores piores que ministros e ministros piores que criancinhas mal-educadas.

Imagem: “Portrait of the Professor of Medicine Jan Bleuland,” Pieter Christoffel Wonder, 1808

Egosciência para totós

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O português na sua grande maioria é todo ele composto de ego. Não há lugar para muito mais naquele corpinho superbock, apenas para o seu obeso e obtuso ego. A razão é dele; a responsabilidade é de outro. Talento que se preze há o dele; incompetência é o que não falta nos vizinhos. Humilde é ele simplesmente porque sabe que não sabe tudo sobre tudo; arrogantes são os outros que se acham todos muito bons em tudo o que fazem e pensam. Bom senso só ele o possui, apesar de não fazer a mais pequena ideia do que é na sua essência o Pensamento Lógico e a Razão. Não se engane, caro leitor, não li nenhuma obra dos Velhos Mestres gregos nem um tweet sequer de Descartes ou Hegel, mas tenho para mim que possuo bom senso a rodos. Claro, sou português, apesar do nome estranho. Sou português e preguiçoso também, como qualquer um que se preze. Alto lá! Preguiçoso mas não mandrião, porque há uma diferença muito subtil nos conceitos: o primeiro gosta de fazer pouco, o segundo não gosta de fazer nada. Mas o que me diferencia então a mim desse típico português? Bem, para começar não tenho conta no Facebook. Depois, uso muito os espelhos aqui de casa mas não para me pentear, pois que cabelo também não abunda. Por fim, e uma vez que não tenho pedras para atirar (sou coleccionador), troquei os costumeiros telhados de vidro pela abóbada celeste. A vista é melhor e não embacia.

Imagem: “The Thinker” de Paul Horton.