Nazis talentosos: Leni Riefenstahl

Primeiro foi bailarina. Depois, o síndrome Izmailov apoderou-se dela e dedicou-se ao cinema. Actriz de pé descalço em Pizu Palú, glorificando sempre os feitos alemães nas explorações tibetanas. Depois ainda, apaixonou-se pela oratória de Adolf Hitler (ou não; segundo algumas fontes foi ele que se apaixonou por aquele olho, o direito) e realizou o documentário O Triunfo da Vontade, sobre a Wehrmarcht, reconhecida obra-prima da recém-nascida cineasta. Em 1936 qualificou-se para os Jogos Olímpicos de Berlim numa modalidade de ski, mas preferiu documentar o evento e dar à luz o filme Olympia, que definiu os cânones da técnica e estética da televisão desportiva que temos hoje em dia, com excepção da Benfica TV, obviamente. Após a queda de Berlim, lá conseguiu convencer os vencedores da escaramuça de que fora uma inocente nazi, que não fazia ideia das atrocidades que o seu querido Adolfo cometera, e que só gostava era dos uniformes cinzentos e daquela cruzinha que parecia rodopiar. Dedicou-se então a fotografar pretinhos e peixinhos o resto da sua vida até morrer na sua cama no dia 8 de Setembro de 2003. Fosse bailarina, actriz, realizadora ou fotógrafa, nazi, budista ou jeová, tudo em Leni Riefenstahl era sobre estética. E no fim é isso que interessa.

  

Série Acapulco

Olympia

Die Nuba 

Unterwasser – Haarstern

Para mais informações e um vislumbre mais alargado da obra e livre de alarvidade, é visitar os site da artista ou a Wikipedia do costume.

Train in Vain, The Clash

Numa música tão animada não seria de esperar uma letra tão deprimente. Adoro paradoxos.

É seguir o procedimento do costume: clicar na foto e aumentar o som até o botão não dar mais.

“Let’s shake some dust!”

Ao virar da primeira temporada de Carnivàle apercebo-me de um facto: é a melhor série sobrenatural que aí anda. Ou andava, até que a HBO decidiu cancelá-la no fim da segunda temporada, nos idos 2005. Sim, já é velhota e por alguma razão que me escapa completamente, ninguém que conheça a viu alguma vez.

É tudo muito subtil; acontece uma coisa estranha aqui, outra coisa ainda mais estranha ali; percebemos que há poderes inexplicáveis em movimento e engrenagens cósmicas que os guiam na direcção uns dos outros. Personagens misteriosas e outras que se lhes tira a pinta logo no início, umas bizarras, outras mundanas, uma malévolas, outras lunáticas e outras ainda tão bondosas que até metem impressão; tudo, ou quase tudo, encafuado numa feira itinerante que na verdade gira à volta de um fugitivo, de um padre, de um ex-artista fenomenal e de uma voz atrás de uma cortina. Daniel Kauf, a imaginação da série, conseguiu criar ali uma mitologia que só posso apelidar de fascinante. “Criar” é uma forma de expressão, claro. Na verdade Kauf teceu aquela cosmogonia com pedaços de diversas mitologias, desde a Hindu à Cristã, mas fê-lo de uma forma tão subtil e agradável que daria de bom grado um ou dois dedos para tê-lo imaginado antes dele.

Nem vou falar na caracterização e atenção ao detalhe por parte da produção. Nem no fantástico elenco. Não vale a pena. Veja por si próprio, e se ao fim do primeiro episódio não estiver minimamente curioso com o que ali anda a rodar, veja o segundo. Aposto que a partir desse já não a larga. Ainda que sejam apenas duas temporadas e passem enquanto o Padre Justin esfrega um olho  – ups, um spoiler! Digo-lhe que vale bem a pena o sacrifício.

Ah, ficção científica…

Ah, ciência…

As leis da Teoria M permitem, assim, a existência de diferentes universos com diferentes leis aparentes, consoante a maneira como o espaço interno está enrolado. A Teoria M tem soluções que permitem muitos espaços internos, talvez uns 10500, o que significa que permite 10500 universos diferentes, cada um dos quais com as suas leis próprias. Para termos uma ideia de quantos universos se trata, podemos imaginar que, se algum ser conseguisse analisar as leis previstas para cada um destes universos em apenas um milissegundo e tivesse começado a trabalhar nisso no momento do Big Bang, esse ser teria agora estudado apenas 1020 universos. E isto sem pausas para café.

Stephen W. Hawking e Leonard Mlodinow em O Grande Desígnio

Late evening blogs: A Terceira Noite

Se tivermos em conta estes aspetos e evitarmos concentrar a análise nos episódios e nos pormenores, talvez cheguemos a um ponto no qual se possa compreender verdadeiramente a maçonaria, vendo que o mal não está nos seus princípios e nos seus rituais, por muito fora de moda que possam estar, mas sim em quem se serve deles, à margem da democracia ou da lei, para obter dinheiro, posição e poder.

Rui Bebiano, “Democracia e trivialização da maçonaria”

Muito bom este textinho sobre a não-tão-secreta sociedade secreta que é a maçonaria, pelos vistos agora muito em voga. É clicar ali onde diz Rui Bebiano, “Democracia e trivialização da maçonaria” para ler o resto. Cuidado, há lá um link para o Pacheco Pereira onde não ousei clicar. Por enquanto.

Quem usa Ubuntu é mais sexy que nunca!

Juro que pensei bastante antes de escrever isto: outro post sobre as virtudes aparentemente infindáveis do Linux parecia-me exagerado. Dirão vocês, microsoftianos leitores, “porra, Romudas, outra vez o Linux? Ninguém quer saber disso, pá. Pareces um daqueles pregadores de rua com um cartaz ao pescoço a dizer Microsoft is satan!“, mas realmente quero que se foda. Vocês e a Microsoft. As coisas bem feitas devem ser reconhecidas e reverenciadas, e ainda que não receba nem um cêntimo sequer pela publicidade – aliás, a coisa funciona mesmo assim, sem cêntimos à mistura – não vou parar de espalhar a Palavra.

Desta vez começou com a necessidade de instalar um Sistema Operativo. A princípio achei que seria o Windows, em qualquer uma das suas aborrecidas versões, que viria habitar o “novo” disco do Tobisha canibalizado a um parente de menor estirpe. Não demorei muito tempo a chegar à conclusão que o velhinho mas fiável XP  não tinha a estaleca necessária para o serviço (falta de drivers SATA). Quem se chegou à frente e cumpriu os requisitos na perfeição? Exacto: Ubuntu Linux versão 9.04, posteriormente actualizado para a 10.04. E nem é a mais recente.

Uma das grandes questões que me prendia à Microsoft era a inoperabilidade do AutoCAD em ambiente Linux. Mesmo com o extraordinário Wine aquilo simplesmente não funciona a menos que se seja doutorado em programação pelo MIT, ou Caltech, ou mesmo Universidade do Minho. Todavia, e graças ao AlternativeTo, encontrei diversas aplicações que se não são o AutoCAD, pelo menos são muito parecidas. Entre as quais, uma verdadeira pérola chamada DraftSight. Não é o AutoCAD, não senhor. Mas com o mesmo aspecto gráfico e operacional, a abrir DWGs como se fossem latas de Pringles e com a mesma referência de comandos – sim, leu bem, A MESMA REFERÊNCIA DE COMANDOS -, se não é o AutoCAD engana muito bem. Fiquei banzado, boquiaberto e estupefacto. Mais, a coisa não parece algo obscuro saído de um qualquer vão de escada, como é apanágio de grande parte do software Linux. O site do DraftSight está muito bem estruturado e há versões para Windows e Mac também. Nunca tinha visto nada assim e para dizer a verdade quase parece bom demais . Terá talvez um enorme defeito, daqueles que se não quase fatais pelo menos deveras chato, mas tal falha ainda não foi tida nem achada.

Portanto, e resumindo o resultado da Liga SO, temos Ubuntu Linux 15 – Microsoft Windows O. Claro que este score é relativo. É pouco provável que venha a abandonar a Microsft de vez, mas sinceramente nem sei muito bem por que não o fazer. O seu fim está próximo, todavia, e o Ubuntu está cada vez mais para ficar.

Os melhores 10.31 minutos do dia são patrocinados por estes gajos:

Rodrigo y Gabriela. Irmãos e mexicanos desde que nasceram. O menino é bom, mas a menina  a partir do minuto 2.58 é uma verdadeira força da Natureza. É clicar na imagem e ajustar o volume no máximo permitido pela distorção.

2011 em mais de 10.000 palavras:

Em clicando crescem um bocadinho. E em querendo mais é ir ao Big Picture.

O critério principal para a escolha de cada imagem foi não precisar de legenda. Se se perguntar o que está a fazer ali a Hillary Clinton com a chinesinha eu devolvo-lhe a pergunta: já viu alguma Secretária de Estado rir assim?

O Poder dos Livros

Apercebo-me agora que não leio um livro aí há uns seis meses. Ler, tipo, com vontade, esfrangalhá-lo todo com tanta força que até algumas das letras ficam sumidinhas. Seis meses. Foda-se. Estou quase curado. Foi a pensar na recaída que saquei sem pingo de vergonha todos os e-books do Stephen King. Para começar devagarinho.